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19.11.2018


Médicos cubanos que atuam na Região Serrana se preparam para deixar o país

 

 

 

Cidades da Região Serrana do Espírito Santo já se preparam para a saída dos médicos cubanos que atuavam na rede pública de Saúde. Os profissionais devem deixar os postos de trabalho entre os dias 25 de novembro e 25 de dezembro. Entre as cidades que contam com o serviço dos cubanos está Brejetuba e, segundo a secretária de Saúde e Saneamento do município, Rita de Cassia Fontes, o Executivo municipal vai respeitar e acabar a determinação do Ministério da Saúde. Na cidade, três médicos cubanos atendem pelo Programa Saúde da Família na baixa complexidade, já que, por não terem o Revalida, os profissionais não podem atender aos casos de média e alta complexidade. 

 

"O que sabemos é que serão emitidas passagens entre os dias 25 de novembro e 25 de dezembro. Os médicos ainda estão atendendo, pois é a recomendação do Ministério da Saúde e da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde)", informa a secretária.

 

Rita disse ainda que o trabalho dos profissionais fará falta na cidade, mas que as recomendações da União serão seguidas à risca. "Aguardamos a posição do Ministério da Saúde para saber como será feita essa reposição dos profissionais. Nossa preocupação, claro, é com a assistência à saúde da população da nossa cidade", afirma.

 

País

 

Autoridades do governo de Cuba anunciaram que cerca de 8 mil profissionais que atuam no programa no programa "Mais Médicos" e que prestam serviços no Brasil retornarão antes do fim do ano. Representantes dos ministérios de Saúde Pública (Minsap) e do Transporte informaram que há um plano para o regresso "ordenado e seguro" dos médicos, que começará no final da próxima semana e deve terminar em meados de dezembro.

 
Na última quinta-feira (15), um grupo de 196 médicos cubanos retornou ao país. A reação ocorre no momento em que o governo de Cuba anunciou o rompimento da parceria por não aceitar as exigências do presidente eleito Jair Bolsonaro, que questionou a sua preparação e condicionou a presença dos profissionais no Brasil à obrigatoriedade de eles se submeterem à revalidação do título.

 

O vice-ministro do Transporte, Eduardo Rodríguez, disse que os profissionais da área de saúde retornarão por via aérea até o aeroporto internacional José Martí, de Havana, e de lá serão levados para suas casas nas diferentes províncias.

 

Rodríguez acrescentou que os profissionais terão assegurado o envio de todos os seus pertences, tanto no caso da bagagem quanto de artigos que enviem por meio de entidades operadoras de carga cubana, por via aérea ou marítima. Quando chegarem a Havana, poderão ser retiradas no menor tempo e estarão livres de pagamento de tarifas.

 

Após o regresso ao país caribenho, os médicos terão o emprego garantido, assim como a possibilidade de prestar serviços em outras nações onde Cuba tem profissionais da saúde, explicou o diretor da Unidade Central de Cooperação Médica do Minsap, Jorge Delgado Bustillo.

 

Nota publicada na Agência Cubana de Notícias diz que os voluntários "continuarão dando assistência à população brasileira".

 

A participação dos médicos cubanos no projeto "Mais Médicos" começou em 2013, no mandato da então presidente Dilma Rousseff, com o objetivo de garantir o atendimento de saúde a comunidades desfavorecidas em favelas e regiões pobres.

 

 

Com informações da Agência Cubana de Notícias (ACN) e Prensa Latina

 

 

 

 

 

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