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28.03.2019


Mais uma criança da mesma creche em Vila Velha passa mal após surto de diarreia

 

 

 

O surto de bactéria que ocorreu em uma creche particular de Vila Velha levou outra criança ao hospital. É o sexto caso na mesma unidade de ensino. A menina, de cinco anos, começou a passar mal na segunda-feira (25) e foi levada ao hospital. Depois de medicada, ela foi liberada e se recupera em casa. A informação foi confirmada à Rádio CBN Vitória pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Vila Velha, Giovana Ramalho. 

 

Segundo Giovanna, a criança foi atendida, hidratada e, logo depois, encaminhada de volta pra casa. "Ontem fizemos contato com a mãe. Ela disse que a criança continua bem, está cada vez mais ativa, aceitou se alimentar ontem e a mãe preferiu manter o tratamento em casa", informou à rádio. 

 

Na tarde desta quarta-feira (27), um menino de dois anos morreu em decorrência da grave diarreia. O caso dele era gravíssimo, estava em coma e apresentava falência renal. Uma outra criança permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital particular e uma terceira vítima está internada em observação. 

 

Uma equipe da Vigilância Epidemiológica esteve na casa da criança que apresentou os sintomas na segunda-feira  e deixou material para a coleta de amostras de fezes, que serão analisadas. Os resultados do exame dos materiais colhidos de todas as crianças que adoeceram serão analisados para buscar a origem do surto. 

 

Giovanna pede ainda que qualquer hospital que receba crianças com sintomas e sinais de diarreia, em especial, comunique à Vigilância Sanitária por meio dos telefones 3388 4185 ou 3388 4186. 

 

Comunicação

 

A notificação de casos como o que ocorreu em Vila Velha é absolutamente necessária e deve ser o mais rápida possível, disse o secretário municipal de Saúde de Vila Velha, Jarbas Ribeiro Assis Junior, em entrevista à imprensa na tarde de quarta-feira (27). A comunicação, segundo ele, pode ser feita pela escola, pelos hospitais ou mesmo pelos pais. 

 

 "Demorou-se demais a conversar com a Secretaria Municipal de Saúde. Os sintomas começaram no dia 15 de março e nós só tivemos a informação no dia 22, uma semana depois. A investigação fica muito prejudicada com isso. O ideal da investigação é logo no início. Não é qualquer diarreia, mas uma diarreia com sangue, uma diarreia mais grave. Teve situações que a criança teve diarreia de meia em meia hora. Então quadros assim precisam ser rapidamente informados à Vigilância do município de Vila Velha", destacou.

 

"Todo mundo acha que a diarreia é uma coisa muito natural, todos nós temos diarreia. Só que o sintoma começou dia 15 e dia 17 já internou. Então, nesse caso, o hospital tinha que ter naturalmente nos informado. O outro internou dia 19 e nós só fomos saber dia 22. Então faltou informação do hospital, da escola, todos podiam ter notificado. Qualquer cidadão pode notificar", completou.
 

 

Causas

 

As causas do surto de diarreia serão reveladas por meio de uma investigação que   inclui amostra da água, alimentos e brinquedos, além de uma apuração no hábito de higiene adotado na creche. Os exames estão sendo realizados no Laboratório Central (Lacen) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Foi coletado ainda um facão que era usado em um quiosque, em frente à creche, onde duas das crianças tomaram água de coco antes de passarem mal. 

 

"A Vigilância Sanitária coletou, nos últimos dois dias, material junto ao quiosque onde as crianças teoricamente ingeriram o alimento que pode ter causado, mas estamos esperando o resultado do exame para poder confirmar essa situação. E a partir dessa reunião que tivemos hoje, estamos coletando também alimentos da creche para encaminhar para o Lacen para fechar os dois campos de intercessão, que é na creche e no quiosque", destacou a Gerente da Vigilância Sanitária de Vila Velha, Flávia Costa.
 

Giovanna explica que, a partir de um exame de cultura será possível apontar qual agente etiológico, que causou a doença,   foi o responsável por causar a diarreia nas crianças.

 

"Hoje a gente está lidando com um agente etiológico desconhecido. A gente sabe que alguma coisa fez mal a essas crianças e estamos investigando a fundo para saber quem é esse agente. Saiu quem é o agente etiológico, a gente tem mais ou menos um norte de onde ele está", explicou.
 

Apesar de adotar cautela com relação ao resultado do exame que apontará o agente causador do surto de diarreia, o secretário adiantou que há uma grande possibilidade de o problema ter sido gerado por uma bactéria.

 

"A gravidade dos fatos fala muito a favor de uma infecção por bactéria. Mas que bactéria é essa? Cada bactéria tem o seu tratamento. A infecção por vírus costuma ser mais branda. Mas é apenas um indicativo. Agora, pode ter uma criança com maior deficiência imunológica que outra e a situação, então, se agrava mais. Mas são apenas suposições. A gente vai ter mais informações quando tiver os resultados e os prontuários. Nós não temos hoje informação do dia a dia da internação para poder juntar com os exames que estão vindo", afirmou.
 

 

 

 

 

 

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