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25.07.2019


Hospital Estadual de Urgência e Emergência realiza captações de órgãos para transplante

Um dos doadores era Iolanda Nascimento, de Venda Nova do Imigrante; ela teve morte cerebral confirmada na última terça-feira (23)

 

 

 

 

Duas captações de múltiplos órgãos foram realizadas no início da tarde desta quarta-feira (24), no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar. Os doadores são um homem de 45 anos, que sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE) e uma mulher de 51 anos, que foi a óbito em decorrência de hemorragia intracraniana.

 

Os doadores estavam internados no HEUE desde o dia 21 de julho, e tiveram a morte cerebral confirmada por volta das 15 horas desta terça-feira (23). Foram retirados duas córneas e quatro rins, que irão beneficiar pessoas que estão na fila de espera no Espírito Santo. Já os dois fígados, serão enviados para os estados de Minas Gerais e São Paulo. A psicóloga do HEUE, Caroline Pimentel, explicou como foi a abordagem familiar.

 

“As duas famílias já chegaram no hospital, dispostas a doarem os órgãos dos entes queridos, principalmente pelo histórico de vida dos doadores – que eram pessoas bondosas e que se preocupavam com o próximo. Que outras pessoas se espelhem nesta iniciativa e se solidarizem, pois são gestos de amor que oportunizam um recomeço para diversas vidas que aguardam na fila de espera”, disse.

 

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Maria Machado, ressaltou que a captação dos órgãos só acontece após a constatação de morte encefálica, ou seja, quando há completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Esse diagnóstico é realizado por uma equipe profissional por meio de exames de imagem, exames clínicos e exames laboratoriais. Após a confirmação da morte encefálica, a família é comunicada sobre a situação irreversível e decide sobre a doação dos órgãos de seu familiar.

 

“É possível fazer a doação de órgãos quando há morte encefálica, ou seja, os órgãos continuam funcionando, mas o cérebro não. Quando temos o diagnóstico de uma morte encefálica, uma equipe do hospital acolhe essa família e dá a ela a possibilidade de fazer a doação dos órgãos do seu ente querido”, afirmou.

 

Fila de espera

 

No Espírito Santo, de janeiro a junho deste ano a Central Estadual de Transplantes registrou a realização de 125 transplantes de córnea, 48 transplantes de rim, 13 de fígado e seis de coração, totalizando 193 transplantes. Ano passado, no mesmo período, foram realizados 137 de córnea, 42 de rim, 15 de fígado e sete de coração, totalizando 201 transplantes.

 

Até esta quarta-feira (24), a fila de espera registra um total de 1.176 pessoas aguardando por um órgão, sendo duas pessoas esperando por um coração, 30 por um fígado, 178 por córnea e 966 à espera de um rim.

 

Como ser um doador?

 

É preciso conversar com a família e comunicar o desejo de ser um doador de órgãos. “Basta comunicar à sua família que diante do diagnóstico de morte, o seu desejo é de ser doador”, explica Maria Machado, uma vez que, conforme a legislação brasileira determina, a doação só ocorre com a autorização dos familiares.

 

Fonte e foto de capa: Ascom Sesa

 

Foto interna: Reprodução Facebook

 

 

 

 

 

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