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06.09.2019


Especialista alerta para queda do nível de vitamina D no tempo frio

Nível do pré-hormônio está associado ao desenvolvimento de osteoporose, à redução da imunidade e a alguns tipos de câncer

 

 

 

Para o organismo sintetizar a vitamina D, a exposição solar é fundamental, uma vez que 80% desta absorção pela pele é ativada pelo sol¹. No entanto, como na maioria das cidades as pessoas passam boa parte do dia em ambientes fechados, a falta dessa vitamina, que é um pré-hormônio produzido pelo próprio corpo, costuma ser comum. E, no inverno, a situação pode se agravar: a incidência solar diminui e passamos a usar mais camadas de roupas para nos protegermos do frio.

 

A falta de vitamina D é considerada uma questão de saúde pública, segundo a Sociedade de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), pois está associada ao desenvolvimento de diversas doenças. Segundo a médica Victoria Borba (CRM 9951 – PR), professora adjunta de endocrinologia Universidade Federal do Paraná (UFPR), baixos níveis desta vitamina estão ligados à diminuição da imunidade e ao comprometimento da massa óssea, o que pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose. Sem o nível ideal de vitamina D, apenas entre 10 e 15% do cálcio é absorvido pelo organismo.

 

“Além disso, a ausência da vitamina tem relação com a evolução do raquitismo e até alguns tipos de câncer. Nas gestantes, por sua vez, a falta de vitamina D está associada ao baixo peso do bebê ao nascimento e complicações do parto, como eclâmpsia (pressão alta grave). Já nos idosos, pode aumentar o risco de quedas e, consequentemente, de fraturas, por comprometer a saúde de ossos e músculos”, alerta a especialista.

 

A endocrinologista acrescenta que, geralmente, a falta de vitamina D é assintomática. “Em casos mais graves, pode provocar dor nos músculos e nos ossos, principalmente na região anterior da perna (panturrilha e tornozelo), explica.

 

Os grupos de riscos são formados principalmente por idosos, negros, pessoas com doenças crônicas, gestantes e lactantes, usuários de corticoides e antifúngicos, quem utiliza medicações para HIV, passou por cirurgia bariátrica ou nunca toma sol.

 

Alimentos e suplementos

A médica lembra que, além da exposição solar, o nível ideal de vitamina D pode ser alcançado pela alimentação equilibrada e pela suplementação. Apesar de a dieta ter um papel importante, as fontes alimentares ainda são escassas. A vitamina D vem do sol, dos alimentos ou da suplementação. Porém, é muito pouco disponível nos alimentos normalmente consumidos no Brasil. É encontrada em peixes gordos, como salmão selvagem, algas expostas ao sol e sardinha, mas em quantidades pequenas. A média de ingestão de vitamina D pelos brasileiros é de 80 UI/dia, segundo o estudo Brazos (Brazilian Osteoporis Study), quando o necessário é de, no mínimo, 1000UI/dia”, esclarece a especialista. 

 

Portanto, como é pouco provável manter os níveis de vitamina D apenas pela exposição ao sol ou pela alimentação, os suplementos se tornam uma opção segura: “A suplementação deve ser feita por todas as populações de risco. Principalmente quando não houver exposição solar.  Suplementos, em doses adequadas, que variam de 1000UI a 2000UI ao dia, são bastante confiáveis. Casos de nível baixo da vitamina necessitam, inicialmente, de uma reposição mais intensa de 7000UI ao dia”, finaliza a médica.

 

A indicação do melhor suplemento, bem como a dosagem correta, é individual e deve ser realizada pelo médico.

 

Confira a seguir uma relação, feita pela médica Victória Borba, de fontes alimentares com vitamina D:

Alimento

VD (mcg/100g)

VD (UI/100g)

Quantidade para a necessidade mínima por dia(1000 UI)

Salmão

12,4

496

200gr

Sardinha

7,5

300

340gr

Atum

7,2

288

350gr

Bacalhau

7,0

280

357gr

Fígado de boi

0,8

32

3Kg

Shitake fresco

2,5

100

1 Kg

Gema de ovo

0,5 (unidade)

20 (unidade)

50 unidades

 

 

 

 

 

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