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14.01.2020


Cerveja da Backer comercializada no Espírito Santo também está contaminada

O Ministério da Agricultura determinou o recolhimento das 21 marcas de cerveja da Backer, inclusive da Belorizontina e da Xavante, por conterem o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol

 

 

 

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirmou na noite de ontem que a marca Capixaba, cerveja que é comercializada no Espírito Santo pela cervejaria Backer, de Belo Horizonte, também está contaminada pelas substâncias tóxicas monoetilenoglicol e dietilenoglicol.

 

Horas antes, o Ministério da Agricultura determinou, também nesta segunda, o recolhimento das 21 marcas de cerveja da Backer, inclusive da Belorizontina e da Xavante, por conterem o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol, substâncias detectadas após a realização de análises em amostras de três lotes da cerveja.

 

“As análises exploratórias, realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária nas amostras dos produtos Belorizontina e Capixaba, confirmaram a presença dos contaminantes monoetilenoglicol e dietilenoglicol”, diz a nota. “Estes produtos já estavam e continuam sendo retirados do mercado, por recolhimento feito pela própria empresa e por ações de fiscalização e apreensão dos serviços de fiscalização do Ministério”, afirma o comunicado.

 

Além de determinar à Backer que recolha do mercado as 21 marcas de cerveja que produz, o Ministério da Agricultura determinou o fechamento cautelar do Templo Cervejeiro da Backer, no bairro Olhos D´Água, na capital mineira, além do restaurante Três Lobos, e da fábrica da companhia, que compõem o complexo cervejeiro da Backer, companhia criada em 1998, e pioneira na produção de cerveja artesanal em Minas Gerais.

 

O Ministério ainda informou que foram apreendidos 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope na sede da empresa. Também foram lacrados tanques e os demais equipamentos de produção.

 

“O Ministério segue atuando nas investigações e tomando medidas para mitigar o risco apresentado pelas cervejas contaminadas pelas moléculas dietilenoglicol e monoetilenoglicol. (…) Continuam as apurações para identificar as circunstâncias em que os fatos ocorreram, a fim de dar pleno esclarecimento à população”, diz a nota.

 

O UOL entrou em contato com a assessoria da Backer, que ainda não se manifestou sobre o assunto.

 

Com informações do site UOL.

 

 

 

 

 

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