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21.02.2020


Dia Nacional do Imigrante Italiano é comemorado nesta sexta (21)

As celebrações e homenagens vão ocorrer na próxima sexta-feira (28), em Guaraná, distrito de Aracruz

 

 

 

 

Nesta sexta-feira (21), é comemorado o Dia Nacional do Imigrante Italiano. A data foi criada em 2008, por meio de um decreto do então senador Gerson Camata, falecido no ano passado. O dia escolhido não foi por acaso, pois se refere a data em que chegaram os primeiros italianos, oriundos do norte da Itália, ao litoral capixaba, em 1874. O episódio é o marco inicial da imigração italiana para o Brasil e coloca o Espírito Santo como pioneiro na colonização italiana no país.

 

Os dados são confirmados pelo historiador e sociólogo italiano, RenzoGrosseli, em seu livro Colônias Imperiais na Terra do Café. As primeiras 388 famílias italianas que chegaram ao Espírito Santo, se estabeleceram na localidade de Santa Cruz, hoje município de Aracruz, e deram início à colonização que seguiu até as primeiras décadas do século XX. Os remanescentes do grupo fundaram a primeira cidade ítalo-brasileira: Santa Teresa.   

 

Cilmar Franceschetto, diretor geral do Arquivo Público do ES (Apees) e presidente da associação Casa d’Itália no Espírito Santo, conta que a data coloca o Estado como pioneiro na imigração italiano no Brasil. “Para o Espírito Santo essa data é fundamental e tem uma importância maior, porque ela se refere ao início do desembarque dos italianos que vieram para o Brasil, na primeira grande leva da imigração, em 1874. O início desse epopeia italiana pela América e pelo Mundo se deu aqui no nosso Estado, com a Expedição Tabacchi. Por conta dessa data, o senador Camata fez a lei que foi aprovado e promulgada pelo Presidente da República reconhecendo o dia 21 de fevereiro como Dia Nacional do Imigrante Italiano”, explicou.

 

Segundo o Apees, foram cerca de 37 mil italianos que desembarcaram em terras capixabas e ajudaram na formação étnico-cultural e no desenvolvimento do Estado. Só no porto de Benevente, hoje município de Anchieta, foi registrado a regada de quase 8 mil italianos.  Atualmente, calcula-se que 60% da população do Espírito Santo tenha pelo menos um antepassado italiano.

 

Tutti buona gente

Após mais de 140 anos do início da imigração italiana, as marcas da colonização estão presentes na população capixaba. O Espírito Santo é o estado com o maior número de descendentes de italianos em proporção à sua população. Os ítalo-capixabas estão presentes em todos os municípios do Espírito Santo e dispersos em outros Estados da Federação, como Rondônia, Maranhão, Pará, entre outros, num processo contínuo de desbravamento de novas terras, seguindo o mesmo exemplo legado por seus ancestrais.

 

Atualmente, muitos municípios celebram as tradições italianas com festas como a Festa da Polenta, em Venda Nova do Imigrante; o Encontro da Cultura Italiana de Araguaya, em Marechal Floriano; e cidades como Anchieta, Iconha, Castelo, Rio Novo do Sul e demais municípios de outras regiões capixabas. Além das festividades, há grupos folclóricos e culturais que preservam a cultura por meio de danças folclóricas e canções tradicionais.

 

A italianidade capixaba também é perceptível nos traços, nos sobrenomes e no falar de alguns descentes que mantêm vivas expressões, dizeres e histórias nos mais diversos dialetos italianos.

 

Viva la festa!

 

A comunidade italiana do Espírito Santo está organizando um evento para comemorar a data: será no próximo dia 28 de fevereiro, em Guaraná, distrito de Aracruz, a partir das 18 horas. Haverá recepção e visitação ao Museu da Imigração Italiana, na praça da Igreja Matriz. Logo após, será realizada a homenagem ao Dia Nacional do Imigrante Italiano e aos 75 anos da Conquista de Monte Castello (Itália) pela Força Expedicionária Brasileira.

 

 “É um dever da colônia italiana do Estado comemorar essa data, pois marca a chegada dos italianos no Brasil. Também é uma forma de agradecimento à pátria que acolheu a imigração. É um momento de rememorar e manter vivas a história e tradições. Homenagear nossos antepassados que foram importantes na construção desse processo, deixando uma vasta descendência”, completa Cilmar.  

 

 

 

 

 

 

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