*Edimara Garbelotto
(edimara@radiofmz.com.br)
A Escola Estadual Fioravante Caliman realizou na última quinta-feira (9) a quinta edição do projeto “Dançarte”, que trabalha a linguagem e códigos. Este ano o tema escolhido foi os 25 anos de emancipação política de Venda Nova do Imigrante. Os professores fizeram um resgate histórico do município através de pesquisas em sala de aula para desenvolver os trabalhos.
O evento aconteceu no ginásio da escola, nos turnos da manhã, tarde e noite, os estudantes apresentaram poemas, danças, teatro, paródias e expuseram trabalhos de arte e pesquisa.
A idéia inicial do projeto é envolver as disciplinas de arte, educação física e língua portuguesa, mas de acordo com o tema trabalho, outras disciplinas também são envolvidas. Este ano, por exemplo, houve a necessidade de incluir história e geografia, para que os alunos pudessem realizar pesquisas e conhecer a identidade do município.
Segundo a professora Célia Januário Moreira, que leciona história e geografia na escola, foi trabalhado em sala de aula o resgate histórico e étnico da região onde Venda Nova do Imigrante se desenvolveu, e isso foi muito importante para que os alunos conhecessem a realidade onde vivem e entender porque o imigrante é tão valorizado na cultura local.
“Com a pesquisa história da ocupação população de Venda Nova, os alunos puderam conhecer os quatro grupos que participaram da colonização da região: os índios, portugueses, negros e os italianos. Assim, eles entenderam esse processo, se identificando nessa miscigenação que envolveu o professo de construção da identidade do município. Passaram a valorizar a cultura do imigrante, que afinal foi quem permaneceu e ajudou a cidade a se desenvolver”, explicou a professora.
Segundo a diretora da escola, Glória de Assis Fernandes Luchi, a instituição tem recebido muitos alunos de outros municípios, e esse projeto ajuda esses estudantes a conhecer a realidade onde está vivendo e se inserir nela. “A idéia foi inserir o Dançarte dentro da proposta complementar da carga horária de 30% acerca da cultura local, que é exigido.