A família do jovem Wellington Gava, assassinado na noite da última segunda-feira (15), com quatro tiros, em Monte Alverne, Castelo, afirma que não acredita na versão de latrocínio (roubo seguido de morte) e afirma que a morte pode ter sido encomendada. Segundo eles, nenhum objeto de valor foi levado.
Um familiar do jovem, que pediu para manter o nome em sigilo, disse ainda que dois homens estavam à procura de Wellington desde a última sexta-feira (11). No dia do crime, o rapaz trabalhou o dia inteiro ensacando café na propriedade da família. Ele contava com a ajuda de um funcionário. No final da tarde, ele buscou a moto em sua casa para levar o ajudante embora.
"Ele deixou o funcionário em casa e, na volta, dois homens estavam de tocaia e atiraram nele, em um local próximo à casa do Wellington. Ele não tinha levado nada, nem celular, nem dinheiro. Ele sequer tinha vendido café naquele dia. Nem a moto ou o capacete eles levaram", diz o familiar.
Segundo o agente da Polícia Civil de Castelo, Jorge de Oliveira, o homicídio ainda está em fase de investigação. "Estamos ouvindo pessoas da comunidade, mas ainda não podemos divulgar os dados. Trabalhamos com latrocínio, mas também com crime de vingança. Todos estão sendo ouvidos", relata o policial.