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A quarentena imposta pelo coronavírus suspendeu as aulas em todo o Brasil, mas, em Venda Nova do Imigrante, a garotada não ficou sem conteúdo para estudar. As escolas da rede municipal desenvolveram alternativas para enviar atividades aos alunos. O resultado tem sido o aprendizado e o envolvimento dos pais e responsáveis no processo de aprendizagem.
Para manter o contato com as famílias, a Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com as escolas, utiliza grupos do WhatApp e e-mail para enviar aos estudantes materiais de estudo. Quem não possui acesso à internet tem a opção de retirar o material presencialmente.
A estratégia, que visa à integração entre aluno e família, exige empenho dos professores e tem mostrado bons frutos. Os momentos de estudo em família geram proximidade e afeto. “Não somos professores, mas a gente tenta fazer o máximo e nosso filho gosta muito, se diverte e passa um bom tempo realizando as propostas. Estamos nos divertindo muito com ele!”, comenta Evaldo Ponciano de Lima, pai do pequeno João Emanuel.
| João Emanuel, aluno da Emei Vovó Helena Sossai, conta com os pais para aprender e se divertir |
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O trabalho funciona em conjunto. Por isso, a atuação dos profissionais de pedagogia também é fundamental. Eles dão suporte aos professores na elaboração do material de estudo. “Está sendo um período de muitas aprendizagens, de repensar o modo de aprender, ensinar e compartilhar, mas também de desafios, que não são poucos. Nós nos esforçamos para superar cada um deles. Focamos no que é positivo para continuar realizando o trabalho e aprimorando cada dia mais”, explica Sandra Silva, pedagoga da Emei Vila da Mata.
Atenção diferenciada para cada idade
A rede municipal de educação recebe crianças de várias idades. Por isso, as escolas adaptam os conteúdos de acordo com a fase de cada uma. Quem está no ensino fundamental já tem idade para se comunicar e usar a tecnologia mais facilmente. “Os professores nos enviam as atividades três vezes por semana. Se tivermos dúvidas, eles estão dispostos a esclarecer. Apesar de eu sentir falta do convívio com os colegas e da interação com o professor, estou conseguindo aprender novos conteúdos, mesmo à distância”, revela Clarice Picoli Camata, que cursa o sétimo ano na Emef Atílio Pizzol.
Já os meninos e meninas mais novos, que ainda não desenvolveram a leitura e autonomia para lidar com a tecnologia, recebem exercícios interativos e lúdicos com o objetivo de estimular habilidades específicas. Objetos que passariam despercebidos no dia a dia se transformam em ferramentas de exploração e aprendizagem, como embalagens de ovos.
| Heitor, aluno da Emei Vovó Helena Sossai, brinca e aprende com materiais disponíveis em casa |
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Tanto as crianças mais novas quanto as de mais idade dependem do apoio dos adultos para que a proposta funcione. Por isso, é importante que pais e responsáveis participem das atividades e realizem as tarefas em conjunto. Agindo assim, o aluno constrói seu próprio conhecimento e, quando pudermos voltar às escolas, todo mundo estará em forma para seguir aprendendo.
Com informações da Prefeitura Municipal.


