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O crédito rural destinado à agricultura familiar no Espírito Santo mantém trajetória de crescimento. Entre julho de 2025 e abril de 2026, período correspondente aos dez primeiros meses do ano-safra 2025/2026, foram contratados R$ 2,58 bilhões, o que representa alta de 14,4% em relação ao mesmo intervalo do ciclo anterior, quando o volume registrado foi de R$ 2,25 bilhões.
Em termos absolutos, o avanço corresponde a R$ 324,6 milhões adicionais destinados ao setor. O número de operações também apresentou crescimento, passando de 28.679 para 29.758 contratos, uma expansão de 3,8%.
Para o governador Ricardo Ferraço, a agricultura familiar é um dos principais motores do desenvolvimento capixaba. “São famílias de agricultores fazendo a máquina girar, gerando emprego, renda e transformando o nosso Estado. Esse crescimento mostra que quando se planeja, se tem futuro. Ao lançarmos esse programa de Crédito Rural, disponibilizamos aos nossos produtores linhas de crédito para ampliar seus negócios e levar mais desenvolvimento a todo o Espírito Santo”, afirmou.
O desempenho indica dois movimentos simultâneos: ampliação do acesso ao crédito e aumento do valor médio das operações. Enquanto o número de contratos cresceu de forma moderada, o volume financeiro avançou em ritmo mais intenso, sugerindo financiamentos mais robustos e maior capacidade de investimento nas propriedades rurais.
O resultado está inserido no Plano de Crédito Rural do Espírito Santo, lançado pelo Governo do Estado em parceria com a União e instituições financeiras como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banestes, Sicoob-ES, Sicredi, Cresol e Bandes. A iniciativa contou ainda com participação de entidades representativas de produtores rurais e pescadores, com foco na ampliação do acesso ao crédito, definição de atividades prioritárias e oferta de taxas equalizadas, abaixo da Selic.
Segundo o gerente de dados e análises da Seag, Danieltom Vandermas, o avanço reflete uma maior densidade econômica do crédito rural no estado. “O dado mais relevante é que o volume financeiro cresceu muito acima do número de operações. O crédito no Espírito Santo está chegando com mais força às propriedades, financiando tanto o custeio da produção quanto investimentos de maior porte. É um crédito mais robusto, estratégico e conectado ao desenvolvimento rural”, destacou.
Custeio cresce 22,5% e ultrapassa R$ 1 bilhão
A modalidade de custeio registrou o maior avanço proporcional no período. Foram 12.596 operações, aumento de 11,9% em relação às 11.260 do ciclo anterior.
O volume aplicado chegou a R$ 1,02 bilhão, alta de 22,5% frente aos R$ 835,2 milhões anteriores. O resultado reflete maior demanda por recursos destinados às atividades cotidianas da produção, como compra de insumos, manutenção das lavouras, tratos culturais, alimentação animal e demais custos operacionais.
Investimentos somam R$ 1,56 bilhão
Na linha de investimento, o número de operações apresentou leve queda de 1,5%, passando de 17.419 para 17.162 contratos. Apesar disso, o volume financeiro cresceu 9,6%, alcançando R$ 1,56 bilhão.
O desempenho indica maior valor médio por operação, voltado à modernização das propriedades rurais, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de tecnologias e melhorias na infraestrutura produtiva da agricultura familiar.
Com informações da Assessoria de Comunicação da Seag