O número de motoristas que perderam o direito de dirigir no Espírito Santo aumentou 58,9% em 2026. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES), 502 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) foram cassadas entre janeiro e julho deste ano, contra 316 no mesmo período de 2025.
A cassação é uma das penalidades mais severas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e impede o condutor de dirigir por dois anos. Após esse período, o motorista precisa passar novamente por todo o processo de habilitação para voltar a obter a CNH.
Em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, o cenário acompanha a tendência de alta. Foram registradas 26 cassações até julho deste ano, um aumento de 62,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o gerente de Educação no Trânsito de Cachoeiro de Itapemirim, Paulo Bento, a suspensão da CNH ocorre conforme a quantidade de pontos acumulados e a gravidade das infrações cometidas. “O motorista pode ter a CNH suspensa ao atingir 20, 30 ou 40 pontos, dependendo da quantidade de infrações gravíssimas registradas pelo Detran”, explicou.
Além do acúmulo de pontos, algumas infrações resultam na suspensão imediata da carteira, independentemente da pontuação. Entre elas, estão dirigir sob efeito de álcool, conduzir motocicleta sem capacete e praticar manobras perigosas, como empinar a moto.
Consciência no trânsito
Em paralelo ao aumento de cassações, há também os condutores que se destacam pela consciência no trânsito. É o caso do motorista de aplicativo Raphael Arruda, que recebeu do Detran o selo de “Bom Condutor”.
Segundo ele, a atenção à sinalização, o uso do cinto, evitar o celular ao volante e orientar os passageiros sobre as regras de trânsito são medidas essenciais para dirigir com segurança e evitar infrações.
Para que mais motoristas conquistem o selo e garantam que o trânsito fique mais seguro, o Departamento de Educação de Trânsito de Cachoeiro intensifica ações de conscientização com panfletagens e palestras em escolas e empresas. “Nós fazemos a nossa parte, mas dependemos que o condutor também faça a dele”, afirmou Paulo Bento.
*Com informações da repórter Marina Venturoli, da TV Gazeta Sul.