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Dicas para prevenir acidentes com crianças na volta às aulas

O número de acidentes envolvendo crianças aumenta consideravelmente nesta época do ano, com o início das aulas. Diversos são os fatores que influenciam para esse crescimento, como o aumento no número de veículos nas ruas e também o aumento do período de afastamento das crianças do ambiente residencial, o que gera uma exposição a riscos dos mais variados tipos, além das atividades desenvolvidas na escola, principalmente durante o recreio.

Entre os riscos a que as crianças estão expostas, os de acidente de trânsito são os que em geral têm maior potencial de causar lesões graves. Só para se ter uma ideia da severidade de um acidente automobilístico, num impacto frontal a 50 km/h contra uma barreira rígida e indeformável, como um muro, por exemplo, a desaceleração sentida dentro do veículo é da ordem de 40 a 50 vezes a aceleração da gravidade. É como multiplicar o peso de qualquer coisa dentro do carro (pessoa ou objeto) por 40 ou 50.

Nestas condições, uma criança de oito anos, pesando, aproximadamente, 25 kg, solta dentro do veículo, seria arremessada para frente contra os bancos dianteiros e/ou para-brisa com o peso de uma tonelada.

Se a criança estiver usando cinto de segurança comum, isso pode acarretar danos físicos significativos dependendo da potência da colisão, dado que a resistência de seu corpo é substancialmente inferior ao corpo de um adulto.

Para minimizar estes danos, existem dispositivos de segurança apropriados para cada faixa etária e peso, por exemplo, o bebê conforto, a cadeirinha ou assento de elevação. É importante que ao adquirir esse tipo de produto o consumidor adquira somente aquele que possua certificação do Inmetro.

Cuidados na hora de levar os filhos à escola

Antes de sair com o veículo transportando crianças, o condutor deve certificar-se de que todos os ocupantes estejam adequadamente sentados nos bancos ou em cadeirinhas especiais e com os cintos de segurança presos e ajustados. O respeito às normas de trânsito ao longo de todo o deslocamento reduz muito o risco do envolvimento em colisões ou outros acidentes.

Durante o trajeto, as crianças devem permanecer sentadas e presas pelo cinto de segurança. Recomenda-se também não abrir muito as janelas para evitar que qualquer dos ocupantes do veículo coloque as mãos ou a cabeça para o lado de fora do veículo. Ao chegar ao destino, faça o desembarque das crianças pelo lado da calçada para evitar a exposição ao tráfego de veículos.

Ao andar no ônibus

Caso use o sistema de transporte coletivo para o transporte das crianças até a escola, não suba nem desça do ônibus até que ele esteja totalmente parado. Uma vez dentro do coletivo, mantenha a criança sentada, e não permita que ela coloque o braço ou a cabeça para fora.

Ao andar de bicicleta

As bicicletas são tratadas pelo Código de Transito Brasileiro (CTB) como um tipo de veículo. E o deslocamento das bicicletas deve ser feito pelas laterais da pista de rolamento quando não houver ciclovia ou acostamento e excepcionalmente pelas calçadas, desde que autorizado pelo município e devidamente sinalizado. As bicicletas devem possuir equipamentos de segurança, como campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.

Ao atravessar a rua

A desatenção ao atravessar a rua é uma das principais causas de atropelamentos. Por isso, evite atitudes que causem distração, como falar ao celular e só atravesse nas faixas de pedestre. Ao aguardar para atravessar, evite ficar próximo ao meio-fio. Prefira ficar recuado e numa posição que permita ver com segurança a aproximação de veículos. Deve-se evitar atravessar na frente ou atrás de automóveis, ônibus e caminhões porque eles encobrem ou dificultam a visão do fluxo de veículos.

Vistoria de transporte escolar

Outra dica importante para os pais, cujos filhos utilizam o transporte escolar, é para que atentem para a regularidade do veículo junto ao Detran. Para isso, basta verificar a numeração de identificação existente na carroceria do veículo, acessar o site www.detran.es.gov.br, e verificar se tudo está de acordo com as determinações do órgão.

Brinquedos de recreação

Muitos acidentes envolvendo crianças acontecem nos playgrounds das escolas e parques públicos. Os acidentes mais frequentes são tratados apenas com um curativo. Mas há casos de crianças que fraturam braços ou pernas ao cair de um escorregador, por exemplo.

Entre os brinquedos comumente encontrados nos playgrounds o balanço é o que exige maiores cuidados. Ele é a causa de praticamente um terço dos acidentes com crianças nos parques. A queda é o tipo mais comum de acidente nesse brinquedo. Outros brinquedos perigosos são as barras para escalar e o escorregador.

Para evitar acidentes, é imprescindível a supervisão de adultos, seja no ambiente escolar, seja no lazer. Os adultos devem impedir que duas ou mais crianças utilizem o mesmo assento, por exemplo, de um balanço ou gangorra. A falta de espaço aumenta o risco de queda e diminui a vida útil do brinquedo, podendo danificá-lo e causar acidentes; devem também supervisionar as condições dos brinquedos, verificando se há as pontas de parafusos, quinas vivas, desgastes excessivos ou qualquer outro sinal que possa indicar perigo.

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