Um empresário ambicioso que só pensa em aumentar sua fortuna; uma mulher casada, de índole duvidosa; um mágico de rua; Zeus, o senhor do Olimpo; Iemanjá, a rainha do mar; os irmãos Cosme e Damião. Esses foram alguns dos personagens da peça teatral “Salvem-se”, apresentada na última quinta-feira (08), pelos alunos da primeira série do Ensino Médio da Coopeducar.
A história começa quando um grupo, formado pelo empresário, pelo mágico e pela mulher casada, juntamente com uma freira, um jovem louco por tecnologia, um varredor de rua e uma garota de programa, se encontra numa praça e é abordado por um morador de rua, que, aos gritos, alerta que o mundo vai acabar.
Achando que eram apenas palavras de um louco, eles não deram muita importância. Mas a “profecia” do homem se concretiza, e o mundo acaba. Todos então vão parar no Monte Olimpo, a morada dos deuses gregos, onde fica sabendo que serão julgados e dependendo dos seus atos durante a vida, eles têm dois destinos possíveis: o céu ou o inferno.
O juiz dessa história era Zeus, o senhor do Olimpo e deus do trovão na mitologia grega. Na acusação, uma linda diabinha, que não poupava esforços em apontar os defeitos dos réus. Para defendê-los, os irmãos Cosme e Damião, que estavam representando Deus. Cada um dos réus também ganhou um advogado próprio. Nessa hora entraram em cena Iemanjá, o professor Alvo Dumbledore, dos livros de Harry Potter, as deusas gregas Afrodite, Atena e Hera e os deuses Hades e Anúbis.
O problema maior aconteceu na hora do julgamento: réus e advogados não conseguiam se entender, e as situações criadas fizeram a plateia dar boas gargalhadas. Mais uma vez, os alunos da Coopeducar mostraram talento e criatividade na apresentação de peças teatrais, uma atividade desenvolvida há seis anos.
O trabalho é orientado pelo professor de Língua Portuguesa Mário Bonato e dura, praticamente, todo o ano. Além do texto, os alunos também são responsáveis por figurino, cenário, som e iluminação. Neste ano, a entrada foi um brinquedo em bom estado ou um quilo de alimento não-perecível, que serão doados.

