Mais de 400 pessoas poderão ficar sem transporte na próxima quarta-feira (21) em Domingos Martins e Marechal Floriano. De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários (Sintrovig), Wanderley Gonçalves Oliveira, haverá uma paralisação em todas as linhas da Viação Transprimo nos dois municípios.
O motivo, segundo ele, é devido ao atraso dos salários de cerca de 18 funcionários que trabalham na empresa. “Há funcionários que estão há dois meses sem receber. O ticket alimentação está atrasado quatro meses e há trabalhadores que não receberam 13º e férias”, informou Oliveira.
Ele disse ainda que serão cobradas da empresa melhores condições de trabalho para os funcionários. “Ninguém tem plano de saúde e os motoristas e cobradores correm risco de vida trabalhando em ônibus sem as nínimas condições de segurança. Já houve casos dos veículos ficarem sem freio ou quebrar a barra da direção. As reclamações são constantes”, lamentou.
Não são apenas os funcionários que reclamam da empresa de transporte. Os usuários também estão revoltados com a falta de manutenção dos coletivos, que frequentemente quebram no meio do trajeto e prejudica várias pessoas.
Hoje (19) o ônibus que seguia do distrito de Perobas à Sede de Domingos Martins, apresentou defeito mecânico na BR-262 e mais uma vez os passageiros tiveram que aguardar outro coletivo. A usuária Sirlene Uhl, 28 anos, disse que ninguém aguenta mais tanto transtorno.
“Não dá para confiar que vamos chegar no horário ao trabalho. Muitas pessoas dependem desse único meio de transporte e são prejudicadas com tanto problema. Houve situações de ônibus que quebrou durante a noite e os passageiros esperaram mais de uma hora até que outro coletivo terminou o trajeto”, relatou Sirlene.
No último dia 8 de novembro, moradores do distrito de Paraju protestaram contra as precárias situações dos coletivos. Eles exigiram melhores veículos para as linhas atendidas pela empresa. Um dos veículos foi trocado, mas os problemas continuaram. A empresa se comprometeu em colocar ônibus melhores até a segunda quinzena de janeiro.
Um dos diretores da Transprimo, Joelson Moreira, negou que os salários dos funcionários estejam em atraso e disse desconhecer a possibilidade de paralisação. Ele disse que iria confirmar a situação e retornaria a ligação, o que não aconteceu até a publicação desta matéria (* Site Montanhas Capixabas).