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Chuvas já afetaram moradores de 23 municípios do ES

As fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo desde o início do ano já afetaram 23 municípios do interior do Estado. São eles: Colatina, Itarana, São Roque do Cannaã, Governador Lindenberg, Rio Bananal, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Alegre, Piúma, Linhares, Baixo Guandu, Santa Leopoldina, Laranja da Terra, Domingos Martins, Ibatiba, São José do Calçado, Itaguaçu, Marilândia, João Neiva, Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Bom Jesus do Norte e Nova Venécia. Entre os citados, decretaram situação de emergência Ibatiba e Domingos Martins.

 

A Defesa Civil Estadual divulga os seguintes dados de danos e prejuízos causados pela chuva – repassados pelos coordenadores municipais de Defesa Civil:

 

– Pessoas desabrigadas: 178;

– Pessoas desalojadas: 1.029;

– Pessoas afetadas: 12.135;

– Pessoas feridas: 12;

– Edificações danificadas ou destruídas: 562.

 

Nos primeiros dias do ano, houve um acúmulo de chuvas superior à metade do valor registrado historicamente em janeiro. Em Vitória, por exemplo, choveu neste período 67,2% (100,8 mm) do previsto para o mês – 150 mm de chuva.

 

Em Alegre, choveu 139,4 mm (69,7%) de um total de 200 mm previstos para todo o mês. Em Santa Teresa, houve o registro de 131,6 mm de chuvas – o previsto para todo o mês é 225 mm de chuvas.

 

Os municípios estão sendo vistoriados e monitorados pelas Defesas Civis para a detecção de áreas de risco e o suporte à população atingida. Em virtude dos alertas recebidos, o Plano Estadual de Contingência para Desastres continua ativo e seus integrantes e pontos focais estão de sobreaviso para qualquer eventualidade.

 

No site da Defesa Civil Estadual (www.defesacivil.es.gov.br) o cidadão consegue acessar todos os contatos das Defesas Civis Municipais. O telefone da Defesa Civil Estadual é o (27) 3137- 4441 ou 3137-4440. A solicitação para atendimento também pode ser feita diretamente no plantão do Ciodes pelo telefone de emergência 193.

 

Saiba como agir em caso de enchentes:

 

– Se possível, ponha a salvo seus bens, mas lembre-se de que algumas inundações se apresentam repentinamente. Nesses casos, o mais importante é proteger a sua vida e de seus familiares. Encaminhe-se imediatamente para um lugar seguro;

 

– Evite contato com água da enchente, pois certamente estará contaminada. Durante as enchentes é comum ocorrerem contaminações como leptospirose e doenças de pele. Ao primeiro sintoma de febre, vômito, diarréia, dores abdominais ou nas pernas, dor de cabeça ou ainda se ocorrerem ferimentos,  procure a unidade de saúde mais próxima, informando que teve contato com água de enchente;

Em casa:

 

 – Beba somente água filtrada ou fervida.

 

– Ao primeiro sinal de chuva forte, deixe móveis e eletrodomésticos fora do alcance da água. Desligue equipamentos elétricos e eletrônicos, feche o registro do gás e da água;

 

– Guarde os produtos de limpeza e alimentos fora do alcance das águas e não os utilize caso tenham sido atingidos;

 

– Mantenha um membro da família atento e vigilante ao nível de subida das águas, mesmo à noite;

 

– Tenha sempre lanternas e pilhas em condições de uso. Não use velas, lamparinas a álcool ou similares;

 

– Acompanhe o noticiário local pelo rádio e fique atento às mensagens de esclarecimento ou alarmes;

 

– Feche portas e janelas da casa, ainda que seja necessário o abandono, para evitar a entrada de escombros e de animais peçonhentos;

 

– Se houver muita infiltração na casa e houver rachaduras nas paredes ou se escutar algum barulho estranho, abandone sua residência;

 

– Transmita alarme aos vizinhos em caso de súbita elevação das águas;

 

– Não use telefone (o sem fio pode ser usado);

 

– Não fique próximo a tomadas, canos, janelas e portas metálicas;

 

– Não toque em equipamentos elétricos que estejam ligados à rede elétrica;

 

– E o mais importante: mantenha a calma para que possa tomar as providências necessárias. O pânico só piora a sua situação e a de quem está a sua volta.

 

Na rua:

 

– Evite, ao máximo, estar em áreas alagadas. Terrenos acidentados, buracos e bueiros abertos, assim como fiação elétrica exposta podem causar acidentes graves. Se não houver alternativa, sigas as orientações:

 

– Ao encontrar-se em ruas alagadas, procure se proteger o máximo possível para evitar o contato com a água. Use calçados ou improvise, com sacos plásticos, proteção para as pernas;

 

– Ande junto a muros e paredes, preferencialmente seguro por cordas ou sendo auxiliado por outras pessoas. A força das águas em locais inclinados é incontrolável;

 

– As águas de enchentes são pesadas e violentas e oferecem grande risco de contaminação. Mesmo que você saiba nadar bem, não se arrisque em travessias ou brincadeiras;

 

– Evite cruzar pontes onde o nível do rio subiu;

 

– Não se abrigue embaixo de árvores e se mantenha distante de postes;

 

– Não se aproxime de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos;

 

– Não se abrigue debaixo de árvores isoladas;

 

– Não tome água ou coma alimentos que estavam em contato com as águas da inundação;

 

No carro:

 

– Ao primeiro sinal de chuva forte, evite sair de casa. Não corra riscos desnecessários. No entanto, se já estiver no trânsito, fique atento;

 

– Aos primeiros sinais de alagamento procure áreas elevadas para estacionar e aguarde o nível da água baixar;

 

– Ande devagar, aumente a distância do veículo da frente e não feche os cruzamentos;

 

– Sintonize seu rádio no noticiário local e procure informações sobre as áreas alagadas;

 

– Não pare o carro próximo a árvores ou postes;

 

– Evite áreas alagadas. As poças podem esconder crateras. Se for inevitável, ao atravessá-las, mantenha aceleração contínua em primeira. Em hipótese alguma a água pode entrar pelo cano de descarga;

 

– Aguarde que o carro que esteja a sua frente transponha a área alagada para, em seguida, proceder a sua travessia;

 

– Não fique próximo a caminhões ou ônibus. Veículos de grande porte provocam marolas que podem alagar o seu carro e fazer com que perca o controle da direção;

 

– Se o nível da água atingir o batente inferior da porta é hora de abandonar o veículo. Com água acima das rodas, o carro começa a boiar e fica sem controle. Se alcançar as janelas, ocorre o bloqueio das portas, impedindo a saída e, pior, dificultando o resgate;

 

Ao fim da enchente:

 

– Ao fim da enchente, busque orientação da Defesa Civil sobre o retorno para sua residência. É necessário limpar os locais atingidos água e lama;

 

– Só retorne a casa durante o dia;

 

– Use botas e luvas para evitar o contato com a água e a lama;

 

– Para descontaminar os locais e caixa de água, utilize uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água;

 

– Jamais reaproveite a água da enchente;

 

– Enquanto não for liberado o consumo da água da rede pública, beba somente água engarrafada, fervida ou clorada. Um minuto em fervura mata a maioria dos microorganismos;

 

– Para evitar incêndios, choques elétricos ou explosões, desligue a energia elétrica e desconecte as tubulações de gás;

 

– Se a sua residência foi destruída durante a enchente, não retorne a construir no mesmo lugar, porque cedo ou tarde ocorrerá uma nova enchente.

 

Como ajudar desabrigados e vítimas das enchentes:

 

– Se você está próximo a áreas atingidas, mas não teve sua casa afetada, fique atento às informações veiculadas pelos meios de comunicação e, se possível, procure exercitar o seu espírito solidário: ofereça apoio e ajuda às vítimas;

– Informe-se sobre locais próximos que estejam recolhendo doações ou vá diretamente à Defesa Civil de sua cidade;

– O que doar: alimentos não perecíveis, preferencialmente os que não necessitam ir ao fogo para serem consumidos, além de produtos de higiene pessoal, roupas para crianças e adultos, roupas de cama, colchões e travesseiros.

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