* Leandro Fidelis
O programa “Alunos Talentosos” é um dos dez finalistas ao 2º Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas, promovido pelo Ministério da Educação- MEC junto a escolas públicas de todo o Brasil. Iniciado há seis anos em uma sala da Escola Estadual Liberal Zandonadi, o programa conta com 56 crianças e adolescentes, com idade entre oito e 13 anos, de cinco escolas do município e vem se destacando pelos diversos projetos de inclusão de estudantes com altas habilidades/superdotação.
Nessa segunda (04) e terça-feira (05), a direção da escola e a coordenação do programa receberam representantes do MEC e da Secretaria de Estado da Educação- Sedu para uma visita técnica. O objetivo é produzir um relatório sobre a experiência em Venda Nova a ser apreciado pela comissão julgadora do concurso.
O 2º Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas (A escola aprendendo com as diferenças) visa promover, difundir e valorizar experiências escolares inovadoras e efetivas de inclusão escolar de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, realizadas por gestores, educadores, professores, estudantes. O programa “Alunos Talentosos” concorre na categoria “escolas”, disputado por 519 instituições brasileiras.
O prêmio para a vencedora é de R$ 10 mil, troféus, participação de uma cerimônia solene em Brasília e viagem do professor responsável para intercâmbio na área de educação inclusiva em outros Estados.
A possibilidade de ficar entre as três melhores enche de expectativa o grupo, que já comemora a indicação para as dez finalistas. “Concorremos com importantes polos de educação do país e já fomos premiados pela classificação entre os dez melhores. Isso é muito gratificante”, declara a professora Katiucha Orrico, coordenadora do “Alunos Talentosos”.
Ontem à noite, no Centro Cultural e Turístico de Venda Nova, o grupo de estudantes apresentou para Karine Bonfante (MEC) e Sônia Alvarenga Vieira (Sedu) o ensaio da peça “A Noiva Cadáver”, a ser apresentada em breve para a comunidade. “Em Venda Nova, há atendimento eficiente aos estudantes, que são bastante envolvidos com os projetos, e o incentivo da escola”, disse Bonfante.
A diretora da Liberal Zandonadi, Eliete Jubini Machado, vê na indicação ao Prêmio o reconhecimento do trabalho da escola. “Nos últimos tempos, as escolas focaram a atenção nos alunos com necessidades especiais, se esquecendo dos com altas habilidades. E a Liberal, ao sediar o programa, oportuniza não só os seus alunos, mas os de outras escolas.”
Não é a primeira vez que o “Alunos Talentosos” se destaca em nível nacional. Em 2010, a professora Katiucha levou a experiência para um congresso internacional em Curitiba, e de 24 a 28 de julho, ela e alguns alunos vão participar de um seminário no Rio de Janeiro.
