O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi comemorado no último dia 2 de abril. Para lembrar a data e aumentar o conhecimento dos alunos do curso de pedagogia sobre o assunto, a Faculdade Venda Nova do Imigrante- Faveni promoveu, sexta-feira (12) passada, o Seminário de Prática Educativa e Educação Inclusiva, que contou com a participação da fonoaudióloga e da psicóloga da Apae de Conceição do Castelo. Mais uma vez o auditório da faculdade ficou lotado para as palestras.
Para a psicóloga Juzana Pinto Moreira, as famílias com crianças autistas, em geral, querem superar o diagnóstico, em vez de aprender a conviver com o problema. “Como toda criança, o autista precisa de limites, que devem ser impostos com calma, não de modo punitivo”, afirmou Juzana.
A psicóloga deu dicas aos futuros educadores de como serem objetivos na comunicação com o aluno autista. “Não seja complicado falando sem parar. Seja objetivo e direto, com reforço. Vejo uma grande angústia do professor diante da dificuldade de educar um autista. É preciso paciência e sensibilização com eles.”
A fonoaudióloga Cinthya Falqueto Mauro Altoé também trouxe à plateia exemplos de como os profissionais devem ser persistentes no atendimento aos autistas. Ela destacou ainda que hoje, na escola, acontece apenas a sociabilização, em vez da inclusão total desse aluno especial.
Aluna do 3º período de pedagogia da Faveni, Soraya Camata Cevolani Busato vive de perto a realidade da criação de uma criança especial. O seu filho mais velho, Davi, de dez anos, tem a Síndrome de Asperger, um dos transtornos do espectro do autismo. Uma das diferenças da síndrome com o autismo é que, no primeiro caso, a fala da criança é compreensível.
A convite da organização do seminário, Soraya deu o seu depoimento ao público. “O autismo é uma sentença de luta, especialmente no que diz respeito a amenizar as manias e manter uma rotina. Às vezes parece uma camisa de força, mas é uma fase necessária para deixar a criança independente dessa rotina”, relatou.
Soraya destacou a necessidade de a escola se adaptar ao aluno autista, assim como as famílias dentro de casa. Segundo ela, hoje o filho interage e convive bem com os colegas da escola regular. “O professor deve encarar o autismo como oportunidade para ele, para a turma e para a escola. Nunca me assustei com o diagnóstico, apenas procurei saber como lidar com a situação.”
O evento contou também com o depoimento da diretora da Escola Agrícola de Victor Hugo (Marechal Floriano), Elisângela Doro.
Para Rita de Cácia Zavarize, coordenadora de pedagogia, os alunos do curso são muito interessados com os eventos da faculdade, se mantendo no auditório até o final das discussões. “Estou muito satisfeita com as ações realizadas até o momento. Em dois eventos, a organização, a atenção e a presença em massa dos nossos alunos são demonstrações de que nossos objetivos foram alcançados”, disse Rita.
*Para saber mais sobre o autismo, uma dica de site é o da Associação de Amigos do Autista- AMA: www.ama.org.br