* Leandro Fidelis
Um velório um tanto diferente para os costumes do interior ocorreu na capela de Nossa Senhora da Penha, em Pindobas, Venda Nova, na manhã desta quinta-feira (06). Foi o das cinzas do jurista Romualdo Cola, de 81 anos, sobrinho do empresário e deputado federal Camilo Cola-PMDB que morreu no último dia 1º, no Rio de Janeiro, em decorrência de um AVC.
Para prestar a última homenagem, um grupo de 30 pessoas, entre familiares e amigos, velaram a urna com as suas cinzas e depois as lançaram em um córrego próximo à igreja, atendendo a um pedido de Romualdo, que nasceu naquela localidade.
O corpo de Romualdo foi cremado nessa terça-feira (04), e suas cinzas foram trazidas por seu único filho, o engenheiro Flávio Luís Cola, que mora no Canadá. O desejo do seu pai foi manifestado numa carta escrita há 15 anos, onde citava a vontade de ter suas cinzas jogadas no antigo lado de Pindobas, que ficava dentro da fazenda de Camilo Cola.
De acordo com os familiares, o filho do jurista tinha compromissos no Canadá ainda nesta quinta-feira, por isso não deu tempo de a família encher o lago. A cerimônia acabou acontecendo em um córrego localizado na mesma área, perto da madeireira. Segundo relatou Evaldo Scabelo, primo de Romualdo, a homenagem foi simples e emocionante.
Romualdo Cola era filho de Angelo Cola e Maria Pimentel, ex-moradores de Pindobas e Castelo. Ele passou a maior parte da vida no Rio de Janeiro, onde atuou como advogado, juiz e promotor. A última vinda a sua terra natal foi há cinco anos, em um almoço em família.