* Leandro Fidelis
Dois talentos reunidos em um só nome. Geórgia Vieira Cardoso, aluna do Ifes Venda Nova, faturou os dois prêmios em dinheiro do “1º IFEStival da Canção”, evento promovido pelos servidores do campus local para resgatar os antigos festivais de música brasileiros. A estudante ganhou R$ 600 como melhor intérprete e melhor composição, ontem à noite, no Centro Cultural e Turístico de Venda Nova.
Geórgia, que é de Afonso Cláudio, superou outros concorrentes com a música “Um Nó”. Com o violão em punho, a estudante fez uma apresentação envolvente, marcada pela afinação e pelo estilo mais MPB. Ela foi bastante aplaudida e acabou encantando o júri, recebendo notas máximas nos dez critérios em avaliação.
O festival é um evento cultural para descobrir novos compositores e intérpretes. Durante o mês de julho, foram abertas as inscrições para alunos do Ifes e também de estudantes de outras escolas do ensino médio do município. Para participar, as composições deveriam ser inéditas e originais, tanto na parte musical como nos versos.
O IFEStival aconteceu em duas fases, a 1ª eliminatória, selecionou dez candidatos classificados para a segunda fase, nessa quinta-feira (15). Os nove finalistas apresentaram estilos variados, entre instrumental, rock n’ roll e rap.
Além das apresentações dos concorrentes, o evento contou com a participação da Banda Moustache e do Coral Santa Cecília, homenageado logo na abertura. A apresentação ficou por conta da pedagoga Suzana Grimaldi e da professora de português Tatyana Rodrigues que, com muita irreverência e aparente sintonia com os alunos, deram um show à parte.
Conheça a canção vencedora
Um nó (Geórgia Vieira Cardoso)
São dois laços um nó
A vida é uma só para desperdiçar vivendo só
Meia sem seu par peixe sem mar
É o ser sem seu amor (Refrão)
A vida que tá passando
E nem tá olhando para mim
Acho que virou as costas
Rasgou minhas prosas, enfim
Como a casa sem porta
O gordo sem torta
É o ser na solidão
Como o cheque que volta violão sem corda
É a música sem som (Refrão)
A vida que tá passando
E nem tá olhando para mim
Acho que virou as costas
Rasgou minhas prosas, enfim iô-iô que volta
E Inês nem tá morta
Pois o meu amor retornou