A insistência por uma vaga em hospital da rede pública e a indignação de médicos e familiares não foram suficientes para evitar a morte do aposentado José Carlos Merotto, 64 anos, na tarde desta terça-feira (11). Ele chegou ao Pronto Atendimento de Alfredo Chaves às 8h15 com problemas cardiovasculares e morreu, à espera de transferência para hospital especializado, por volta das 14h30.
O aposentado vinha sofrendo crises de hipertensão e recebia tratamento médico no PA há uma semana. Os médicos – que não quiseram se identificar – prestaram o atendimento ao aposentado, que também é diábetico, e após fazerem exames no coração do paciente constataram que seria necessário um atendimento mais apurado em algum hospital.
Ainda durante a manhã desta terça, foi solicitada junto à Central de Internação de Urgência da Secretaria Estadual de Saúde a transferência de José Carlos Merotto. Uma funcionária, que também não se identificou, disse que por várias vezes ligou para a Central. Disseram a ela somente que não era preciso insistir com as ligações e que comunicariam, em breve, o surgimento da vaga.
No entanto, o aposentado morreu antes de ser transferido. A funcionária informou que até o fim da tarde desta terça, a Central não havia disponibilizado a vaga. Familiares de José Carlos se disseram indignados com as circunstâncias da morte e não quiseram gravar entrevistas.
A Secretaria Estadual de Saúde foi questionada sobre a razão pela demora no atendimento ao paciente de Alfredo Chaves, mas não esclareceu os motivos. Em nota, disse apenas que “uma vaga específica para o aposentado estava sendo disponibilizada em um hospital referência, mas o quadro do paciente se agravou” (* Gazeta Online).