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Conselho de Segurança vai entrar em ação

* Por Leandro Fidelis

“Reunir-se é um começo. Manter-se unido é um progresso. Trabalhar unido é um sucesso”. Publicada ontem no jornal “A Gazeta”, a frase de Henry Ford, criador da famosa marca de automóveis, expressa o que Venda Nova está fazendo pela segurança pública. A primeira ação será colocar em prática o Conselho Municipal de Segurança, iniciado em agosto de 2002. Uma reunião está marcada para esta quinta, às 8h, na Câmara de Vereadores.

O anúncio foi dado ontem à noite durante a audiência pública sobre segurança, promovida pela Casa de Leis. Representantes das polícias Rodoviária Federal, Civil e Militar, Ministério Público e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da sociedade civil do município e região reuniram-se para sugerir medidas que garantam a segurança da população.

Nos últimos dez anos, a criminalidade aumentou numa proporção inimaginável para um município com cerca de 18 mil habitantes. Foram dez furtos e dois roubos só em janeiro. Ainda não há um levantamento de fevereiro, mas as últimas ocorrências da PM dão uma idéia de quais serão as estatísticas. Ontem mesmo, por volta das 20h20, enquanto acontecia a reunião na Câmara, ladrões furtaram a casa de Esaudino Lorenção, em Vargem Grande, na zona rural.

Em 28 de agosto de 2002, o Conselho de Segurança chegou a ser eleito, mas não assumiu porque o prefeito Braz Delpupo, no mandato passado, não o sancionou. O professor Edson Zandonadi, da equipe que compunha o Conselho, disse que já existe minuta de criação e sugestão de regimento interno e que o órgão deverá estar vinculado ao gabinete do prefeito. “Existe lei federal que respalda os conselhos. Em várias prefeituras brasileiras eles funcionam bem e com resultados positivos na questão da segurança”, disse o professor quando o espaço foi aberto à comunidade. O prefeito se mostrou a favor da criação do Conselho.

Além do Conselho Municipal de Segurança, as autoridades propõem o limite de funcionamento de bares e outros estabelecimentos comerciais que vendem bebidas alcoólicas, o aumento do efetivo policial, a criação de posto da PRF e do Corpo de Bombeiros na região, policiamento comunitário, dentre outras. A maioria se espelha em experiências bem sucedidas em outros municípios, a exemplo de Muniz Freire, onde não houve assassinatos no período de um ano depois da adoção de medidas como o fechamento de bares às 23h, conforme relatou a promotora Adriana Dias Paes Ristori.

“O Conselho será um fórum de interlocução da comunidade com as instituições que fazem a segurança de Venda Nova. A participação é fundamental. As demais sugestões vão estar na pauta do Conselho e podem se transformar em projetos de lei”, declarou Marco Grillo, presidente da Câmara. De acordo com Grillo, o Conselho tomará posse até o final de março.

A segurança pública divide opiniões. O estudante Túlio Bonfim Falqueto, 17, espera que os policiais e outras autoridades envolvidas coloquem em prática as propostas da audiência.

Há apenas três semanas em Venda Nova, o economista Igor Trazzi, 26, disse que saiu de Vitória atraído pela qualidade de vida do município, mas se surpreendeu com a violência. “A comunidade é integrada, procura resolver os seus problemas, isso é positivo. Porém, a violência me espantou. Eu costumo deixar a porta aberta em casa, não tranco a bicicleta e depois dessa audiência vou tomar mais cuidado”.

Prisões lotadas: região reflete realidade da GV

Apesar do juiz Valeriano Cesário Bolzan se restringir a comentar o episódio da última quarta, quando a juíza de Conceição, Pricila Bazzarella mandou 15 presos numa Van escoltada por viaturas da PM para frente do Fórum de Venda Nova, a falta de estrutura das cadeias da região entrou na pauta de discussões.

A delegada Maria Elisabete Zanoli avaliou que o caos no sistema carcerário local é reflexo do que ocorre na Grande Vitória. Ela leu um documento recente da Superintendência da Polícia Civil do Interior, no qual o superintendente Ricardi de Freitas Teixeira informou existirem 820 presos aguardando vagas na região metropolitana do Estado. Só em Vila Velha, 118 respondem a processos na Comarca de Vitória, que não tem como recebê-los.

O juiz explicou que não é função do Judiciário construir presídios e, sim, da Secretaria de Segurança Pública do Estado, mas que concorda com a reação da juíza de não aceitar presos da Comarca de Venda Nova, apesar da autorização da Justiça estadual.

Presente na reunião, o prefeito de Conceição, Saulo Belisário, propôs um plano de segurança em conjunto com os outros municípios e afirmou que a comunidade está insatisfeita com a detenção de criminosos de outras regiões porque representam risco à sua segurança.

*Publicada em 13/02/2007

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