* Leandro Fidelis
Pelo menos 1.500 estudantes de Conceição do Castelo ficaram sem transporte escolar nessas segunda (22) e terça-feira (23) devido à paralisação dos serviços pela cooperativa contratada pela Prefeitura. A Serrana, que mantém 22 veículos circulando no interior do município diariamente, alega que a administração municipal deve dois meses de pagamento à cooperativa.
A situação se agravou nesta terça (23), quando as escolas aplicam o exame do Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo- Paebes, da Secretaria de Estado da Educação- Sedu, para alunos do 1º ano do Ensino Fundamental. Trata-se de uma avaliação para medir a aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática.
Nossa equipe tentou contato com o secretário Municipal de Educação, Ednaldo Rabelo, o “Baiano”, mas o telefone celular estava fora de área. Uma fonte da contabilidade da Prefeitura informou que o pagamento não ocorreu porque a verba para o transporte escolar também está atrasada.
Dos 28 carros que transportam estudantes, somente seis pertencem à municipalidade, sendo que, por conta da paralisação, os veículos estão viajando acima da capacidade, segundo relataram alguns moradores.
A dona-de-casa Maria de Lourdes Pereira Colodete, 40, da localidade de Barro Branco, na zona rural, tem três filhos que dependem do transporte da Serrana para chegarem à escola municipal de Santa Luzia, a quatro quilômetros da residência da família. Ontem, as crianças foram para o ponto esperar o ônibus, que não chegou. Maria de Lourdes e uma vizinha estão se revezando para levar os filhos à escola de carro.
Em Mata Fria, a cerca de 16 quilômetros da sede, os pais e outros moradores estão usando veículo próprio para transportar os estudantes em trechos médios de 10 km até a escola da localidade. Com capacidade para 21 passageiros, o único ônibus da Prefeitura disponibilizado para Mata Fria circulou hoje com quase 40 estudantes.
De acordo com o coordenador geral do Núcleo Educativo da Serrana, Wagner Gonçalves, nesta terça (23) os cooperados da Serrana vão participar da sessão da Câmara Municipal para expor a situação aos vereadores. Também está prevista para amanhã (24), às 8 horas, uma manifestação em frente à sede da Prefeitura. Além do pagamento atrasado, a cooperativa teme que o atual contrato, com vencimento no próximo dia 30 de abril, não seja renovado.
