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da Família

Especial: qualidade feita há gerações

* Por Leandro Fidelis

O avô Francesco Carnielli foi quem começou tudo em 1921 ao sair de Sapucaia, onde nasceu, e comprar a fazenda na Providência, também em Venda Nova. Ali, o filho do imigrante italiano Domenico Carnielli prosperou e deixou como herança o orgulho de ser agricultor.

Os personagens do presente são Antônio, Pedro, Leandro e Danilo, os Irmãos Carnielli, vencedores da 1ª edição do Cafuso, em 2001. Conhecidos nacionalmente pela produção de queijo para o agroturismo, os Carnielli também são referência em cafés especiais. Do avô Francesco, Antônio, 47, recorda a preocupação no preparo do café. “Se a gente não mexesse o café no terreiro, a bronca vinha seca”.

O café ocupa 60 hectares da propriedade e a produção alcança 25 sacas/ha por ano. Para o próximo ano, os Carnielli prevêem 60 sacas/ha.

Quando começaram, o mercado do café vendanovense ainda eram Castelo e Cachoeiro. Décadas depois, já em 1970, a família de Máximo Zandonadi comprou o primeiro despolpador de Venda Nova. O problema naquela época era a comercialização: muito esforço para a saca especial sair ao mes-mo preço da não-beneficiada.

Após anos terceirizando o serviço com os Zandonadi, em 1986 os Irmãos Carnielli montam o seu equipamento, em funcionamento até hoje. A diferença no preço da saca despolpada passou a ser realidade. Numa análise geral, Antônio diz que valorizou 30% nos últimos 20 anos.

A filosofia da família é fazer um bom café, sem a obrigação de vencer concursos. “É igual o cozinheiro no preparo da comida”, compara. Mas em 2001, os R$ 20 mil chegaram e os investimentos não pararam na fazenda e nos negócios. Os Carnielli já tinham o seu café em pó no mercado e a vitória no Cafuso os estimulou a lançar há dois anos a marca “Café do Nonno”, sucesso de vendas principalmente no Rio.

Para Antônio, o maior valor dos concursos, muito além dos prêmios, está no aprendizado e no círculo de amizades que se forma. “É uma escola. Qualidade se faz com troca de informação. O prêmio maior é ter um lote de café bom que chega ao outro lado do mundo. Basta ter o mínimo de capricho”.

* Publicada em 28/11/2006

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