Desde a última segunda-feira (31), estão abertas as inscrições para o Fies (Programa de Crédito e Financiamento Estudantil). Podem participar estudantes que tenham feito vestibular ou já cursem uma das 1150 instituições privadas que aderiram ao programa. Podem participar tanto os alunos que acabaram de entrar no ensino superior quanto aqueles que têm bolsa de estudos, inclusive pelo ProUni (Programa Universidade para Todos).
Uma das restrições do Fies é para alunos que já tenham aderido ao programa uma vez, e agora queiram fazer um segundo curso superior, por exemplo. Também ficam vetados do programa os universitários que estejam inadimplentes com o Programa de Crédito Educativo, o antecessor do Fies.
Além disso, a partir deste ano, só poderão participar aqueles que fizeram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Como participar
Para participar do Fies, é necessário fazer a inscrição, pela internet, e entregar a documentação exigida pela universidade. O site do programa com todas as informações é http://sisfiesportal.mec.gov.br/. Atualmente, cerca de 1.150 instituições de ensino superior participam do programa.
O estudante tem até o triplo do tempo de conclusão do curso para terminar de pagar o financiamento – se ele estuda direito, por exemplo, graduação que em geral dura quatro anos, pode quitar a dívida com o Fies em 12 anos.
O Fies cobra R$ 50 a cada três meses de todo participante, como taxa de manutenção do programa. O aluno, depois de formado, entra em um período de carência de um ano e meio ou 18 meses.
Atualmente, os juros do Fies estão em 3,4% ao ano. Quando o prazo de carência de 18 meses termina, o aluno entra na fase da amortização da dívida com o financiamento. Todo o saldo que o estudante devia é aplicado na chamada Tabela Price, uma fórmula que determina o valor fixo para as parcelas de pagamento.
Por exemplo: o estudante cursa uma faculdade, vai começar o segundo semestre e foi aprovado no Fies. A mensalidade custa R$ 600. Ele vai ter ajuda para pagar 50% (ou seja, R$ 300) e faltam sete semestres (42 meses) para ele terminar o curso. Neste caso, o governo emprestaria R$ 12.600 para o aluno (R$ 300 vezes 42).
Quando aplicados os juros, o valor do financiamento sobe para R$ 13.151. E o valor máximo de cada parcela a ser paga pelo estudante é R$ 114, por 138 meses. No final, o aluno paga R$ 4.081 de juros.
O contrato pelo Fies é assinado com a Caixa Econômica Federal ou com o Banco do Brasil – outras instituições estudam a adesão ao programa, para o futuro. Não é mais necessário apresentar um fiador para conseguir a linha de crédito, que passou a contar com um fundo garantidor.
Vale lembrar que é importante consultar as instituições credenciadas pelo ministério e os seus resultados nas avaliações do governo federal, antes de aderir ao Fies.