Fernanda Zandonadi
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Chegamos ao Polentão por volta das 9h30 desta quarta-feira (8). Estandes montados para receber alunos e visitantes da Feira do Conhecimento. O barulho das conversas e risadas denunciava: centenas de crianças e adolescentes por todos os lados, explicando e mostrando os trabalhos que desenvolveram ao longo do ano. São muitos experimentos. E interessantes.
A exposição transita pelas várias ciências humanas: artes, história, biologia, matemática, química, e mostra que o aprendizado humano não para. Está sempre em desenvolvimento.
Em apenas uma manhã é impossível percorrer todos os estandes. Mas um deles chamou a atenção. Um mesa com várias latas de leite em pó, vazias, pintadas de preto por dentro e com um minúsculo furinho ao lado. Nas paredes da baia, fotografias em preto e branco. Conversando com o professor de artes Romelho Contreiro, a descoberta: as latas são, na verdade, câmeras fotográficas feitas pelos alunos da escola Atílio Pizzol, de São João de Viçosa.
É de se pensar: se hoje, tirar uma foto depende apenas de um clique no celular, é porque há conhecimento de centenas de anos embasando essa técnica. O professor, notadamente apaixonado pelas artes, explica o processo de vedar uma câmara – a lata de leite, uma caixa de papelão ou qualquer outro recipiente que fique totalmente escuro -, colocar o papel fotográfico e capturar a imagem. É arte, história, química, física e biologia envolvendo o processo. É conhecimento divertido e curioso passado pra frente.
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| Alunos demonstram experimento de câmera fotográfica feita com latinha de leite em pó |
Os alunos se esmeram em explicar aos visitantes todo o processo da confecção da imagem. E mostram, orgulhosos, as fotos que tiraram de objetos e uns dos outros utilizando o equipamento. "Durante o experimento, os alunos fizeram várias perguntas. Realmente despertou a vontade de saber mais", avalia o professor, após contar que grandes pinturas, como a Monalisa, de Leonardo da Vinci, pode ter sido feita utilizando a técnica da câmara escura. Quer saber como? Dá uma passadinha no estande. É bem legal! 🙂
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| O terrário mostra o ciclo da água e como os recursos hídricos se comportam |
Do outro lado da feira, mais um projeto belo e surpreendente. O terrário projetado pelos alunos da Fundação Deolindo Perim mostra o ciclo da água. Há três semanas os alunos da professora Geórgia (Gustavo, Maria Luiza e Sofia) depositaram terra, adubo e plantas em uma caixa vedada de vidro. E ali eles puderam observar e demonstrar que o ciclo hídrico, com precipitações internas. Um pequeno e autossuficiente mundo foi criado graças ao conhecimento.
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| Alunos da Apae fazem demonstração de capoeira durante a feira |
E a caminhada entre os jovens cientistas continua. O som do berimbau toma conta do Polentão. São alunos da Apae de Conceição do Castelo em uma apresentação de capoeira. O professor faz a demonstração, junto aos alunos, dos golpes. É a consciência corporal tomando forma. É o conhecimento do próprio corpo e do mundo.
E há muito mais para ver. A feira estará aberta aos visitantes até sexta-feira (10).


