Geral

Lavrador de Muniz Freire será indenizado após sofrer necrose causada por injeção

Um lavrador de Muniz Freire deve ser indenizado em R$ 4 mil por danos morais e estéticos, após sofrer uma necrose subcutânea severa, profunda e de difícil cicatrização na nádega, como resultado da aplicação de anti-inflamatório, por meio de injeção.

A condenação incide  sobre hospital e médico que prestaram o atendimento, e que também devem indenizar o requerente em R$ 2.278,56, gastos com a aquisição de medicamentos, tratamentos médicos e transporte, em decorrência do evento danoso.

 

Segundo o autor da ação, após sentir fortes dores no ombro direito, buscou o pronto atendimento do hospital onde recebeu a injeção prescrita pelo médico, sentindo dor intensa, chegando a cair da maca e perder temporariamente a visão, durante a aplicação.

 

O lavrador afirma ainda que, dias depois, teria começado a sentir fortes dores na nádega onde recebeu a injeção, tendo o quadro evoluído, por falta dos cuidados por parte do médico e do hospital, para uma necrose extensa e profunda de difícil cicatrização na nádega.

 

Já o hospital e o médico alegaram culpa do autor, que após receber o medicamento, não seguiu as orientações médicas que lhe foram dadas, que incluíam guardar leito e aplicar compressas mornas no local da aplicação.

 

Segundo eles,  o lavrador teria negligenciado o tratamento que lhe foi aconselhado e retornando ao trabalho no campo, sob o sol escaldante que castigava a região naquela época.

 

Na decisão, o juíz da Vara Única de Muniz Freire afirmou que  os acusados, em nenhum momento, contestaram o fato de que a injeção, causadora da lesão, teria sido aplicada no hospital, por intermédio de uma enfermeira ou algum técnico em enfermagem.

 

Assim, explica o juiz, deve se considerar que o médico ou a clínica se compromete a proporcionar ao paciente o resultado pretendido, no caso, o alívio imediato da dor no ombro direito. Segundo o magistrado, se o resultado não é possível, os réus deveriam se negar a aplicar a injeção, uma vez que poderiam ocorrer efeitos colaterais.

 

“O requerente sofreu com os danos à sua saúde (integridade física), necessitando fazer tratamentos, por um período, para conseguir cicatrizar a lesão, como comprovam os documentos juntados nos autos, sem contar que, como noticiado nos autos, o autor perdeu tempo e certa quantia em dinheiro, com consultas e compra de medicamentos, para sanar a necrose, que atingiu a pele (subcutânea) e a musculatura da região glútea, o que é mais que o suficiente para comprovar o dano moral”, justificou o magistrado, em sua decisão.

 

Com informações do TJES

Confira mais Notícias

Aumento expressivo: CNHs cassadas no ES crescem quase 60% em 2026

O impacto do El Niño no ES: Temperaturas altas, seca e perigo de queimadas

Novo e-Título: baixe o app, conheça suas funções e exerça a cidadania nas Eleições 2026

Bombeiros do 4º Batalhão resgatam duas cachorras presas em paredão de pedra em Venda Nova do Imigrante

Associação muda técnicas de desengasgo em bebês, crianças e adultos

Prazo de registro de ciclomotores termina em 31 de dezembro de 2025

Feira alerta para desafio no abastecimento e aposta em tecnologia e novas espécies para o setor

Divulgada programação da 23ª Festa do Rodeio de Venda Nova do Imigrante

plugins premium WordPress