Polícia

Maníaco do Táxi é condenado a 23 anos de prisão pela morte de jovem em Marechal Floriano

O taxista Deonésio Geik, 35 anos, o Maníaco do Táxi, foi condenado a 23 anos de prisão, em regime fechado, pela morte da dona de casa Thais Lyrio de Andrade, 19 anos, morta no dia 8 de junho do último ano. O julgamento começou às 8h50 de ontem (22), na Câmara de Vereadores de Marechal Floriano e o juiz proferiu a sentença às 20 horas do referido dia.

 

Familiares da vítima não ficaram satisfeitos com a sentença, já que a pena ao crime triplamente qualificado e ocultação de cadáver poderia chegar a 33 anos de reclusão. “Ele é um assassino cruel e deveria pegar pena máxima, que ainda era pouco para a crueldade que ele cometeu”, disse revoltada a servidora pública Sônia Maria de Lyrio, 43, mãe da jovem morta. Durante todo o julgamento, o taxista estava curvado e com a cabeça abaixada.

 

“Como as cinco testemunhas de defesa falaram sobre a conduta dele na sociedade, o julgamento foi rápido. O réu também fez uso do seu direito constitucional de silêncio e o Ministério Público não teve a oportunidade de fazer perguntas a ele. Isso também agilizou o andamento do julgamento”, destacou o promotor.

 

Sobre a sentença final, o promotor disse que a denúncia foi totalmente confirmada pelo tribunal do júri e o resultado, segundo ele, foi satisfatório. “A pena foi adequada. O juiz optou em aplicar uma pena dentro da média, sendo 19 anos e o agravo de mais dois anos. Também foi somada a pena de dois anos ao crime de ocultação de cadáver”, informou.

 

Devido ao crime ser considerado hediondo, o taxista poderá cumprir nove anos e dois meses de prisão em regime fechado, sendo que ele já está preso há 10 meses, e o restante em regime semiaberto.

 

O advogado de defesa de Deonésio, Clovis Pereira de Araújo, informou que vai analisar a pena. “Provavelmente iremos recorrer à pena de 21 anos de prisão sobre o assassinato, mas não sobre a decisão, sobre os fatos”, informou.

 

Entre os 25 nomes que foram selecionados para serem jurados, foram escolhidas sete mulheres moradoras do município para julgar o caso. A defesa e a promotoria escolheram os nomes que foram sorteados antes do início do julgamento, na manhã de ontem.

 

 

Nova versão

Antes do julgamento, Deonésio Geike disse à polícia que matou Thaís Lyrio porque ela cobrou R$ 150 para ter relação sexual com ele, sendo que o taxista só tinha R$ 100 para pagá-la. Já para o júri, nesta segunda, ele disse que como não tinha a quantia foi ameaçado por Thaís, que teria dito que chamaria a polícia e o acusaria de estupro. “Ela falou que precisava do dinheiro, de R$400. Eu disse que não tinha”, afirmou Deonésio no júri.

 

 

A dona de casa Edna Maria Lyrio, tia da vítima, contou que não acredita na versão dada pelo taxista. “Ela não está aqui para se defender, mas nós não acreditamos no que ele diz. A gente está indignado de ouvir essas coisas”, disse.

 

 

Outra vítima

A Polícia Civil também está investigando uma ossada encontrada no mesmo terreno em que estava enterrado o corpo da jovem Thais Lyrio, assassinada pelo taxista, em Marechal Floriano. A polícia acredita que os ossos possam ser de Tânia Rodrigues dos Santos, que tinha 17 anos quando desapareceu, em 2009, após entrar no táxi de Geike. O acusado confessou a segunda morte, mas a ação penal sobre este crime não foi deflagrada porque o inquérito policial ainda não se encontra em condições de oferecimento de denúncia.

 

Fonte: Montanhas Capixabas e G1 ES

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