Polícia

PC conclui investigação e indicia suspeito por fraude na venda de motocicleta anunciada em rede social

A Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Venda Nova do Imigrante, concluiu, nessa quinta-feira (27), o inquérito policial que apurava a prática de fraude em ambiente virtual relacionada à falsa venda de motocicletas anunciadas em redes sociais. A ação resultou no indiciamento de um homem de 32 anos e na recuperação do valor pago pela vítima.

De acordo com o titular da unidade, delegado Eduardo Oliveira, a vítima demonstrou interesse na compra de uma motocicleta anunciada em uma rede social pelo valor de R$ 3.000,00. O suposto vendedor informou que seria necessário o pagamento antecipado de R$ 750,00, referente à documentação para transferência do veículo. A negociação aparentava ser legítima, tendo em vista que foram apresentadas fotos da motocicleta, supostamente pertencente a uma unidade da fabricante, em Cariacica, além de imagens do estabelecimento.

“Após efetuar o pagamento, a vítima estranhou quando foi solicitado um novo valor de R$ 500,00 para o transporte da motocicleta até um despachante. Ao tentar desistir da compra, não obteve retorno, confirmando ter sido vítima de estelionato. Imediatamente, procurou a nossa delegacia, que deu início às diligências e conseguiu identificar o responsável por receber o valor, residente em Fortaleza, no Ceará. Após tomar conhecimento da investigação, o suspeito procedeu à devolução integral da quantia paga”, explicou o delegado Eduardo Oliveira.

O delegado destacou a colaboração da 20ª Delegacia de Polícia da Capital (CE), sob coordenação do delegado Huggo Leonardo de Lima Anastácio, que realizou diligências essenciais para o desfecho da investigação. Com base nos elementos colhidos, o recebedor dos valores foi indiciado por estelionato qualificado, previsto no artigo 171, §2º-A, do Código Penal Brasileiro.

“A Polícia Civil reforça a importância da atenção da população ao realizar negociações em ambiente virtual, sobretudo quando o preço do produto é incompatível com o mercado ou quando há exigência de pagamentos antecipados. Alertamos também para casos em que o pagamento, inicialmente apresentado como destinado a uma pessoa jurídica, acaba direcionado a uma pessoa física. Essa característica é comum em golpes como o do ‘falso advogado’ ou ‘falsa indenização’”, alertou o delegado.

A PCES orienta que, antes de efetuar qualquer transação bancária, o consumidor verifique todas as informações fornecidas, confirme a identidade do vendedor, desconfie de vantagens excessivas e nunca compartilhe dados bancários por telefone ou pela internet. O cuidado com pagamentos direcionados a terceiros (amigos, familiares ou supostos intermediários) é fundamental para evitar golpes.

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