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Pesquisa revela: Em 2010, homens morreram mais que mulheres em acidentes de trânsito

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo está financiando uma pesquisa, que tem por objetivo traçar o perfil das vítimas fatais de acidente de trânsito na região Metropolitana do Estado.

A pesquisa levantou que no ano de 2010 foram 388 as vítimas fatais da região metropolitana. Destas vítimas, 75% conduziam o veículo envolvido no acidente e 41,3% eram homens alcoolizados, contra apenas oito mulheres condutoras, três delas alcoolizadas.

Os pesquisadores também fizeram uma relação entre os dias da semana e os acidentes: os ocorridos entre sexta, sábado e domingo tiveram um percentual de 47,6% causados por condutores embriagados, enquanto nos outros dias esse número corresponde a 32,8%.

A coordenadora do projeto, Dra. Josideia Barreto Mendonça, explica que a legislação vigente obriga a coleta de amostra de sangue para verificar a dosagem alcoólica em todas as vítimas fatais em acidentes de trânsito. Devido ao elevado número destas, surgiu a iniciativa de detalhar esses dados e obter o perfil sócio-demográfico dos envolvidos.

Um dado chamou a atenção da equipe. Não só os condutores de pouca idade estão dirigindo sob o efeito do álcool. A pesquisa revelou ainda que entre a faixa etária de 18 a 30 anos 43,1% dos condutores estavam alcoolizados. Já entre 31 e 40 anos essa faixa aumenta para 53,8%. E dos 41 aos 50 anos a porcentagem de motoristas embriagados é de 46,2%

Com a análise e interpretação dos resultados a equipe pretende, através da divulgação dos dados, contribuir na elaboração de políticas públicas para diminuir os índices de acidentes de trânsito e conseqüentes gastos no atendimento aos acidentados.

Além do levantamento dos dados e da formação do perfil dos condutores alcoolizados, a pesquisa está contribuindo para o avanço dos serviços realizados no Laboratório de Toxicologia do Departamento Médico Legal. Parte do recurso disponibilizado foi destinado ao desenvolvimento de um software, que visa unir as informações coletadas pela perícia e automaticamente gerar índices como os colhidos nesta pesquisa, formando um banco de dados disponível para consulta pelos órgãos públicos.

A pesquisadora quer chamar a atenção dos condutores, principalmente daqueles com maior idade, pelo alto índice de mortalidade que eles estão envolvidos e ressalta que os recursos disponibilizados pela FAPES foram fundamentais para a realização da pesquisa, uma das poucas destinadas ao estudo desta causa no Brasil.

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