Polícia

Polícia já tem suspeitos de matar casal

A polícia civil de Muniz Freire, região do Caparaó, ouviu durante toda a tarde de quinta-feira (16) cerca de 15 pessoas na tentativa de desvendar o mistério do assassinato do casal em Alto São João, zona rural do município. 

O delegado disse, porém, que há quatro suspeitos do duplo homicídio, mas que os procedimentos seguem em sigilo 
para não atrapalhar as investigações.

Familiares e moradores da região prestaram depoimentos na delegacia e mais pessoas serão ouvidas nesta sexta-feira (17). "Está sendo difícil solucionar esse caso, pois o assassinato aconteceu em um local distante, sem casas próximas. Portanto, não há testemunhas", afirmou o delegado Paulo Amaral.

O lavrador José Carlos da Silva, irmão de Maria Aparecida, disse que não sabe quem pode ter feito tamanha 
crueldade. "Eles não tinham inimizade com ninguém, isso tudo foi muito cruel", desabafa.

O crime aconteceu na noite de terça-feira (14) em uma estrada afastada de residências. O motorista Ananias de Souza Barros, 64, e a esposa Maria Aparecida da Silva Morelo, 41, voltavam para casa na Kombi de transporte escolar, após deixarem os alunos nas residências, quando foram assassinados a tiros. A filha do casal, de cinco 
anos, também estava no veículo, e foi encontrada por populares na manhã do dia seguinte, dormindo abraçada ao corpo do pai.
 
Os corpos do casal foram velados e enterrados na última quinta-feira. Ananias foi sepultado em Conceição do Castelo, região Serrana do Estado, e Maria Aparecida no distrito de Menino Jesus, em Muniz Freire. "Ela chora de saudades da mãe", afirmou uma tia.
 
A criança está sob os cuidados da irmã de Maria Aparecida e realiza tratamento psicológico. Segundo a família, ela já está sabendo que os pais morreram e chegou a participar do velório da mãe.

"Foi a psicóloga que deu a notícia. Na medida do possível, ela está bem. Está grudada comigo, não quer ficar sozinha de jeito nenhum e sempre pede para ficar no colo. À tarde (ontem) ela chorou de saudades da mãe", afirmou Laurentina da Silva, tia da criança.

Laurentina afirmou que pretende ficar com a sobrinha. "Vamos fazer de tudo para dar muito carinho e atenção que ela merece", afirmou (* Gazeta Online Sul)

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