Polícia

Primo de funcionária do Detran vendeu a arma para mandante

O primo da diretora do posto da Ciretran de Pedra Azul, Rosimery Gerhardt Bortolini Grecco, 48 anos, assassinada na última quinta-feira, está entre os suspeitos de envolvimento no crime, que aconteceu no local de trabalho da vítima.

Segundo a polícia, Antônio Pizzol, 38, foi quem vendeu o revólver calibre 32 utilizado na execução. Ele foi preso na tarde de segunda-feira (2), na mesma região onde aconteceu o assassinato. O lavrador Sebastião Rodrigues Neto, 45, também foi detido com o primo da vítima. Ele está sendo investigado por ter vendido a munição ao mandante do crime, Alamir José Ribeiro, o “Miro“.

De acordo com o delegado André Luiz Cunha, ambos confessaram que venderam a arma e a munição a Miro, embora o primo de Rosimery tenha garantido, em depoimento, que não sabia que o revólver seria usado para matar alguém, quem dirá a própria prima – o pai do suspeito é primo do pai da vítima.

“Antônio disse que há cerca de 20 dias havia trocado uma aparelho de home theater pelo revólver. Ele destacou, ainda, que não chegou a ficar nem dois dias com a arma, e logo a vendeu para Miro por R$ 400,00. Quanto as munições, o Sebastião disse que cobrou R$ 60,00 por elas”, informou o delegado.

Miro foi preso junto com o irmão, Osmir Ribeiro, 40, que emprestou a moto usada para dar fuga ao executor, um adolescente de 16 anos, sobrinho dos dois. Os irmãos Miro e Osmir foram detidos em casa, em Aracê. Já o adolescente foi detido em Barcelos, também na região de Pedra Azul.

A arma utilizada no assassinato – um revólver calibre 32 – foi apreendida, assim como as roupas e capacetes utilizados pelos executores. O resultado do exame de balística deu positivo para o revólver.

Os três envolvidos confessaram o assassinato. Alamir disse que queria se vingar de Rosimery porque teria sido humilhado e perseguido por ela. O lavrador trabalhava como jardineiro em um condomínio da região, administrado pela vítima. “Ela começou a espalhar que minha mulher estava me traindo. Por isso, meu casamento acabou e eu fui até demitido. Eu a matei para lavar a honra da minha família”, disse Alamir.

Familiares de Rosimery não acreditam na versão apresentada pelo mandante. Ele alegaram que a vítima era uma pessoa discreta, que só queria o bem das pessoas (* Gazeta Online).

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