* Leandro Fidelis
(leandro@radiofmz.com.br)
A Escola Estadual Fioravante Caliman, em Venda Nova, vai inaugurar, nesta semana, uma tecnologia que está revolucionando a educação em outras instituições da rede no Espírito Santo. Trata-se do quadro digital, que permite o acesso a qualquer conteúdo apenas pelo toque das mãos. Os professores receberam treinamento e, a partir de agora, vão pode incrementar suas aulas com mais esse recurso didático.
O quadro chegou no mês passado via Secretaria de Estado da Educação- Sedu. A escola foi selecionada pelo considerável número de alunos e por ter laboratório de informática amplo. Na Região Serrana, escolas de Afonso Cláudio e Domingos Martins já contam com a tecnologia.
Qualquer professor com conhecimentos básicos em informática está apto a manipular o quadro, pois a imagem projetada é exatamente a imagem da tela de um computador tradicional em ambiente Windows.
“A única diferença é o mouse, que funciona mediante o toque do usuário na tela de maneira semelhante ao touchpad do mouse de um notebook”, explica o professor Tadeu Mognhol, que junto com a professora Luciane Lima, foi treinado pela Superintendência Regional de Ensino (SRE- Afonso Cláudio) para compartilhar os conhecimentos com os colegas.
Ainda de acordo com Mognhol, o quadro digital utiliza um software chamado “Smart Notebook” para melhorar a interação durante seu uso. Com o software, é possível escrever na tela, manipular mapas, fotografias e vídeos, confeccionar tabelas e efetuar cálculos matemáticos diversos, tudo integrado à internet. O treinamento com os professores teve duração de três horas, e o quadro está à disposição nos três turnos.
Outra vantagem da tecnologia é o armazenamento de tudo o que foi dado em sala de aula, do mais simples rabisco até as instruções do professor em formato de áudio. “Tudo isso pode transformar a aprendizagem e a cimentar os conhecimentos”, diz o professor Tadeu Mognhol.
Para a professora de geografia Elianete Cesconetto, o quadro chega para ajudar o profissional cativar o aluno. “É tipo professor em feira. Tem que haver um bom produto, algo que chame a atenção do aluno.”
Já o professor de filosofia Stanley Altoé avalia que o uso do quadro se aproxima da realidade do estudante fora da escola. “Hoje, o aluno tem acesso a um aparato de tecnologias e encontra outra realidade na escola. Isso muda com o uso do quadro digital.”
Quem está do outro lado da sala também considera o quadro um avanço. “Vai aumentar a interação aluno x professor e o interesse pelas matérias”, diz Milena Ébani, 17 anos, aluna do 3º ano do ensino médio.
A diretora da Escola Fioravante, Glória Assis Luchi, vê na nova tecnologia uma motivação para os professores. “É maravilhoso ver o entusiasmo do grupo. É um desafio, que promete aumentar a interação com os alunos.”


