* Leandro Fidelis
A Rádio FMZ está de luto. Morreu aos 63 anos, na madrugada deste sábado (13), em Toledo (PR), a professora aposentada Otília Stédile, a voz por trás de “Dona Sunta”, personagem que divertiu e ao mesmo tempo intrigou os ouvintes durante os últimos seis anos. A identidade dela só foi revelada ao público sábado de manhã quando o locutor Chico Zandonadi comunicou a sua morte, decorrente de uma infecção generalizada. Era com ele que “Dona Sunta”, uma “nonna” italiana, interagia todas as manhãs.
Otília estava internada havia três dias. Na sexta-feira (12), os rins e o fígado pararam de funcionar e só os aparelhos a mantinham viva na UTI de um hospital daquela cidade. A notícia foi dada por Eliane Stédile, apresentadora do programa “Conexão”, que é irmã da professora.
Foi com Eliane e os outros nove irmãos, descendentes de italianos do interior do Paraná, que a personagem começou. Eliane conta que sempre quando a família se encontrava, cada um tinha o seu alterego para divertir a todos.
As estórias de Dona Sunta com o seu marido Miguel faziam relembrar o passado nas famílias italianas. O seu jeito “rude de amar” revelava a “mamma” e a “nonna” italiana presente na vida das comunidades das montanhas. Todos esperavam Chico chamar a Sunta que ligava e perguntava “É da radia…?”
Depois de três anos interagindo com Otília, o locutor só a conheceu na ocasião da Festa da Polenta de 2008. Vestida como a personagem, ela o ajudou na apresentação da abertura do evento e muitos ouvintes viram “Dona Sunta” personalizada, mesmo sem saber quem era a mulher que dava vida à personagem.
“Chorei quando recebi a notícia. Era uma companheira de estúdio que não terei mais”, declarou Chico, que na manhã de sábado recebeu telefonemas de ouvintes chorando a morte de Otília.
Recentemente, ela fez uma cirurgia de ponte safena e teve instalada uma válvula no coração, mas já estava bem e tinha até gravado uma série nova para o programa do Chico. “Uma mulher que batalhou muito na vida. Superou e venceu três tipos de câncer.”
Otília era gaúcha, viúva e mãe de um casal de filhos. O seu corpo foi sepultado na tarde de sábado (13), no cemitério central de Toledo.
P.S: A diretoria da Fundação Máximo Zandonadi- FMZ lamenta a morte da querida colaboradora da Rádio FMZ.
A diretoria