O início
A região do município de Venda Nova, como é hoje, era formado por quatro grandes fazendas: Providência, Lavrinhas, Tapera e Bananeiras, que foram aos poucos abandonadas pelos proprietários portugueses por falta de mão de obra depois da libertação dos escravos. Compradas por 12 famílias de imigrantes italianos que haviam chegado a Alfredo Chaves no século XIX, foram divididas em propriedades menores.
A região já fazia parte da Rota Imperial, um caminho utilizado por tropeiros e comerciantes de Minas Gerais para chegar a Vitória. Onde hoje fica a Rua do Imigrante, mais especificamente na esquina da Avenida Ângelo Altoé com a Avenida Lorenzo Zandonadi, já existia uma casa que também servia de venda para atender os viajantes.
Esta casa, que já era chamada de “venda nova”, pois existia uma outra mais velha, estava abandonada e foi ocupada pela família de Lorenzo Zandonadi e Luiggia Baro, que adquiriram parte da Fazenda Lavrinhas e passaram a morar na venda enquanto não construíam sua própria casa. O desenho da casa, vista na placa, que era chamada de venda nova foi feito a partir da descrição de Anna Zandonadi, neta mais velha de Lorenzo e que morou no local. A partir de sua descrição, o desenho foi feita pelo artista gráfico Zota Coelho sob a orientação de Benjamim Falchetto que havia anotado as orientações de sua mãe, Anna.
Monumento
O projeto do monumento, feito pelos artistas plásticos Rosana Paste e Jocimar Nalesso, tem três pilares em madeira baraúna e representa a família, homem, mulher e criança. Os três esteios representam o homem (maior), a mulher (médio) e a criança, o menor.
A machetaria de aço inox no corpo das peças cria uma intervenção na madeira que se completa com as formas geométricas em seu topo. O quadrado (homem) é a forma perfeita, todos os lados são iguais e representam o equilíbrio e a fortaleza. O círculo (mulher) é a terra, os planetas, o útero, é o feminino, o ciclo da vida é o infinito. A pirâmide (criança), personifica o etéreo, o crescimento, aquele que está mais perto de Deus, inacabado, em constante formação.
Originários
Os italianos não foram os primeiros a chegar na região. Antes deles vieram os portugueses que, com o trabalho escravo colonizaram estas terras. Mas, antes ainda, já estavam aqui os povos originários, chamados de indígenas ou índios. Acabaram sendo levados a procurar outras terras em função da chegada dos portugueses e depois os italianos.
A Rua do Imigrante pretende ser uma homenagem aos primeiros imigrantes italianos. Mas também lembrar que os africanos escravizados trazidos para o Brasil também são imigrantes e são homenageados. E, mais ainda, homenageamos os primeiros habitantes dessa região, desse país, os indígenas.