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Setores vão retomar o transporte de grãos por via férrea

Retomar o transporte de grãos por via férrea para a avicultura e suinocultura capixaba. Esse foi o objetivo da reunião realizada ontem (29) entre representantes do Governo do Estado, Companhia Vale do Rio Doce- CVRD, representantes do setor avícola e suinícola capixaba e da Corretora Nacional de Mercados- CNM, empresa responsável pela operação.

Na reunião, que foi realizada na sede da Secretaria Estadual de Agricultura, foram expostos os motivos que inviabilizaram o transporte, encerrado desde o inicio de 2007, e debatidas algumas alternativas que podem retomar as atividades.

Para o presidente da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo- Aves, Antonio Venturini, é um sonho antigo do setor conseguir fazer o transporte de grãos através da rede ferroviária que corta o Estado.

“Desde 1974 tentamos transportar o milho e a soja por trem. O Porto de Tubarão exporta mais de três milhões de toneladas de grãos mensalmente. E nós, que estamos a menos de 100 Km do ponto de embarque desses produtos, não conseguimos comprar para o mercado interno. É no mínimo um contra-senso, afirma Venturini.

A última tentativa de transporte de soja e milho através da malha férrea iniciou em novembro de 2006 e durou apenas cinco meses. De acordo com o representante da CNM, José Renato Silva, a Vale exigiu um aumento de 30% para o transporte dos insumos provenientes do Centro-Oeste do Brasil e da região do Triângulo Mineiro. Esse aumento, no período da entressafra dos grãos, impossibilitou a continuação dos trabalhos.

“Nós (avicultores e suinocultores) bancamos o transporte de mais de 25 mil toneladas de grãos nessa última tentativa. Mas hoje não estamos dispostos a pagar mais por um produto que transportamos pelas rodovias por um preço menor”. A afirmação é do vice-presidente da Aves, Volkmar Berger.

O que será feito para viabilizar o transporte

Um contrato para o transporte dos grãos de pelo menos cinco anos e um subsidio do Governo do Estado através de créditos do ICMS pago pelo setor foram as alternativas apontadas para viabilizar a retomada nas operações de transporte de grãos via férrea.

O representante de logística da CVRD, Rodrigo Lima, informou que a alternativa é um contrato de transporte de grãos a um prazo de pelo menos cinco anos. “Assim teremos uma garantia maior que justifique os investimentos da empresa para o transporte de grãos”, comentou. Ficou acordado na reunião que a Vale irá refazer os cálculos para o transporte de 10 mil toneladas de milho e de soja por mês.

Outra saída encontrada pelo setor para concretizar toda a logística de transporte foi o repasse, do Estado, de créditos do ICMS para o setor investir em estrutura ou até mesmo para o custeio de parte do valor do transporte.

“Em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais, o Governo Estadual transfere milhões de reais em créditos do imposto para o desenvolvimento dos setores. Não entendemos porque no Espírito Santo essa prática não é aceita pelo Governo. Nós, da avicultura e suinocultura, estamos buscando exemplos concretos para mostrar aos governantes do nosso Estado que isso irá impulsionar os setores capixabas”, afirmou o secretário executivo da Aves e Associação de Suinocultores do Espírito Santo- Ases, Nélio Hand.

Ficou agendada uma segunda reunião (quando se pretende chegar a um acordo final) para o dia 12 de novembro, às 10 h, na sede da Seag. Neste dia, além dos representantes da primeira reunião, também estão confirmadas as presenças do secretário estadual de Agricultura, César Colnago, e do diretor da Vale, Cleber Lucas.

Fonte:Assessoria de Imprensa Aves e Ases

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