Educação

Sul do Estado poderá ganhar curso de Medicina pela Ufes

O Sul do Espírito Santo poderá ganhar um curso de Medicina. A ideia é abrir as vagas no campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em Alegre. Nos próximos dias, o deputado federal Evair de Melo (PV-ES) vai se reunir com o  reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Reinaldo Centoducatte, para discutir a possibilidade de abertura do curso. 

 

O primeiro passo, segundo Evair, é criar uma comissão para realizar estudos detalhados para elaborar o projeto pedagógico, de acordo com as necessidades da região, além do levantamento da viabilidade concreta do curso.

 

“Esse é um sonho antigo de todos na região e cabe a nós, governo, parlamento e instituições de ensino, o estabelecimento de políticas públicas diferenciadas para as regiões mais debilitadas”, destacou o deputado. Ele ressaltou, ainda, que o objetivo proporcionar o equilíbrio de oportunidades a partir das vocações sociais, econômicas, naturais e culturais peculiares de cada região capixaba.  

 

Capitais concentram vagas 

Em 2011, o Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou a pesquisa Demografia Médica no Brasil e apontou as desigualdades. Os estudos do CFM mostram que há uma tendência de o médico fixar moradia e local de trabalho na cidade ou região onde fez sua graduação ou Residência. As cidades que abrigam escolas médicas, por sua vez, são também aquelas que concentram maior número de serviços de saúde, públicos e privados – hospitais, clínicas, postos de saúde e laboratórios –, o que significa maior oportunidade de trabalho. Isso pode explicar, em parte, a maior densidade de médicos em cidades com maior número de faculdades de medicina.

 

A cidade de São Paulo, por exemplo, contava em 2011 com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por 1.000 habitantes. Vitória, com população bem menor, tinha três escolas, uma delas da Ufes, que ofereciam ao todo 500 vagas, uma vaga para cada 1.162 moradores, e uma oferta de 10,41 médicos por mil habitantes.
Capitais como Porto Alegre, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belo Horizonte e Recife repetem a mesma tendência, concentrando a maioria das escolas médicas dos seus estados e, consequentemente, mantendo taxas de médicos por 1.000 habitante acima de 5, quando a razão nacional é de 1,95.

 

O Espírito Santo, apesar de ter crescido acima da média nacional nas últimas décadas, ainda possui algumas desigualdades regionais, o que tende à concentração da geração de riquezas ao longo do litoral e da região metropolitana, principalmente em decorrência da magnitude das cadeias produtivas de petróleo, gás e siderúrgica.

 

Para o deputado, a criação do curso de medicina no Sul incentivará o desenvolvimento local, já que os estudantes poderão fazer estágio e residência médica em hospitais e centros de saúde nos municípios das redondezas. Além disso, a fixação de novos profissionais promoverá a melhoraria dos serviços de saúde, essenciais à população.

 

Com informações: ascom/Evair de Melo

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