* Leandro Fidelis
(leandro@radiofmz.com.br)
Um policial Militar e o outro Civil acusados de atirarem em um trabalhador em um bar de Venda Nova, em junho de 2007, foram condenados na madrugada desta quarta-feira (12) a quatro anos de reclusão em regime aberto e a pagar uma indenização à vítima de R$ 20 mil por danos morais. O julgamento começou ao meio-dia dessa terça-feira (11) e só terminou às 2 horas de hoje, quando saiu a sentença, no Fórum da cidade. O salão do júri se manteve lotado durante toda a sessão.
Os sete jurados selecionados pela Comarca consideraram que o crime não foi qualificado, apesar do argumento da promotoria de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Com isso, a sessão prosseguiu com os jurados analisando o caso como uma tentativa de homicídio simples, o que reduziu a pena dos acusados pela metade. Caso a pena ultrapassasse quatro anos, os policiais perderiam a função pública.
De acordo com uma fonte, o júri foi um dos mais longos dos últimos sete anos na Comarca local e que só terminou às 2 horas porque foi gravado, e não digitado, com exceção da ata.
Entenda o caso
Eram 13h20 do dia 09 de junho de 2007 quando um tiroteio assustou os moradores da Vila São Miguel, em Venda Nova. Os disparos ocorreram nas ruas Dona Maria Falqueto Zandonadi e Barro Branco. Um homem saiu ferido.
Tudo começou com a suspeita dos dois policiais à paisana de que a vítima, que chegou de moto num bar, teria um revólver escondido na roupa. A dupla atirou contra o rapaz, que correu pelas ruas do bairro com ferimentos de bala no ombro direito e pediu ajuda aos moradores.
Com medo, o homem se escondeu embaixo da cama na casa de uma mulher, dizendo que tinha um homem querendo matá-lo. A vítima foi levada algemada do local.
Desde o início, o delegado plantonista na época, Carlos Henrique Simões, sustentou a hipótese de tentativa de assassinato, e algumas pessoas afirmavam ter sido um engano a prisão da vítima.