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Transporte de grãos por trem poderá ser retomado ainda este ano

A Associação dos Avicultores do Espírito Santo- Aves e a Associação de Suinocultores- Ases formatarão um documento informando a importância social e econômica da avicultura e da suinocultura capixaba.

A solicitação é uma das decisões do encontro realizado nesta segunda (12), com o objetivo de retomar o transporte de milho e soja de Goiás, Mato Grosso e estados produtores de grãos, fornecedores dos granjeiros capixabas de frangos de corte, galinhas poedeiras comerciais e suínos.

A reunião contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, César Colnago, do representante de logística da Companhia Vale do Rio Doce, Rodrigo Lima, representantes do setor avícola e suinícola capixaba e Corretora Nacional de Mercados – José Renato Silva e Grupo Spasso, Cláudio Stein (empresas responsáveis pela realização das últimas operações de transporte do sistema).

A última tentativa de transporte de soja e milho através da malha férrea iniciou em novembro de 2006 e durou apenas cinco meses. O aumento do valor do transporte de grãos inviabilizou o processo. “Nós (avicultores e suinocultores) bancamos o transporte de mais de 25 mil toneladas de milho e farelo de soja nessa última tentativa. Mas hoje não estamos dispostos a pagar mais por um produto que transportamos pelas rodovias por um preço menor”. A afirmação é do vice-presidente da Aves, Volkmar Berger.

O que pode ser feito para viabilizar o transporte

Diversas alternativas foram sugeridas para consolidar o transporte de grãos via férrea. A princípio, a intenção é transportar pelo menos dez mil toneladas de farelo de soja e milho por mês. Para isso terá que ser feito um contrato de pelo menos cinco anos para as operações.

O representante de logística da Vale, Rodrigo Lima, informou que a empresa terá que fazer investimentos em compra de vagões e locomotivas para atender a demanda de transporte dos produtos para abastecer os setores capixabas.

O presidente da Aves, Antonio Venturini, afirmou que o Governo do Estado tem que ser parceiro na operação dando benefícios para que o setor possa se desenvolver e tornar-se competitivo, a exemplo do que vem acontecendo em outros estados brasileiros já há um bom tempo.

“Governos de estados como São Paulo, Minas e Bahia incentivam e fornecem benefícios para o crescimento de diversas atividades econômicas. Agora chegou a vez do Governo do Espírito Santo mostrar que também quer ver o desenvolvimento dos nossos setores”, informou Venturini.

O documento que as associações irão formatar irá mostrar ao Estado a necessidade de apoio aos setores. “Os segmentos precisam crescer e, conseqüentemente, continuar a oportunizar emprego e renda ao produtor rural”, disse o secretário executivo das associãções, Nélio Hand, enfatizando ainda a relação direta das atividades com a agricultura, principalmente com a horticultura e fruticultura, com o fornecimento de adubo orgânico para a produção.

Início das operações

Enquanto não se define um acordo final para o transporte permanente de grãos, ficou decidido que até o final desta semana serão refeitos os cálculos do frete por trem para que esse processo seja iniciado ainda neste final de ano. A proposição será encaminhada à Secretaria de Estado da Agricultura, que buscará equacionar uma discussão junto à direção da Vale no sentido de viabilizar um melhor custo final nas operações, mesmo sendo através de algum mecanismo de interferência pública.

A idéia e reafirmar que transportar grãos pela malha férrea é uma alternativa que irá contribuir para a diminuição do trânsito de caminhões nas rodovias federais e criar mais uma alternativa para o produtor. O maior objetivo é que o milho e o farelo de soja cheguem ao destino final a um custo mais viável economicamente. Atualmente a avicultura e a suinocultura capixaba consomem mais de 55 mil toneladas dos dois produtos mensalmente.

Fonte: Assessoria de Imprensa Aves e Ases

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