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Viçosinha entregue às moscas

•Por Leandro Fidelis

As moscas tiram o sossego dos moradores de Viçosinha, no Distrito de São João de Viçosa, zona rural de Venda Nova. Há pelo menos dois meses a infestação do inseto piorou na localidade, prejudicando também a venda de alguns comerciantes.

Há moscas por todo o lado. Nem veneno extermina o inseto, que se prolifera com mais rapidez neste período quente do ano. A reportagem da Rádio FMZ esteve no local nesta segunda-feira (17) e presenciou diversas situações.

Numa fábrica de biscoitos às margens da estrada, nem a instalação de telas nas janelas conteve a entrada das moscas. A fábrica produz 600 pacotes de 200g do produto por semana. A família que toca o negócio teme prejuízos com a produção.

“Agora que conseguimos aprovação da Prefeitura, as moscas vêm nos atrapalhar. A Vigilância Sanitária já veio aqui aplicar remédio, mas não resolveu. Temos que manter as portas trancadas o dia inteiro”, diz Marilézia Fajoli, uma das quatro funcionárias.

Um pouco mais adiante, os proprietários de um bar já sentem queda no movimento. A proprietária Lenilza Pagio do Rosário relata que constantemente caem moscas nos copos de bebida ou nas porções de tira-gosto dos freguezes. “Há mais de dez dias vivo neste inferno. Os freguezes sentem nojo e não voltam mais aqui no bar”, conta Lenilza.

A dona de casa Inês de Oliveira Silva, de 64 anos, mora perto do córrego e das granjas, onde a situação é grave. Cadeirante e com problemas de saúde, diz que não pode deixar a janela aberta. “As moscas não dão paz. Sempre aplicamos veneno, mas em vão. Até batizei aqui onde eu moro de ‘Rua das Moscas’”.

Foco

O secretário Municipal de Saúde, Fernando Altoé, diz que todas as providências já foram tomadas não só nas granjas de Viçosinha, como também nas casas onde há animais domésticos, com aplicação de produto para eliminar as larvas do inseto.

Ainda de acordo com Altoé, antes era usado um químico concentrado para conter a proliferação da larva. Do ano passado para cá, o Ministério da Agricultura determinou o uso diluído, o que não está surtindo efeito. “Os donos de granja estão aplicando corretamente. Estamos os orientando ainda a remover o esterco úmido e aplicar cal. São medidas que evitam o uso do veneno e, conseqüentemente, o desequilíbrio ecológico”.

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