Cultura

Restaurada, Capela da Fazenda do Centro será entregue à população

Restaurada e revitalizada, a capela da Fazenda do Centro, em Castelo, será entregue à população no domingo (30), no dia da Festa de Santo Agostinho, padroeiro da comunidade. O Governo do Estado, o Instituto Frei Manuel Simón e a Ordem Agostiniana Recoleta elaboraram uma programação junto ao pároco local, que começará às 10 horas, com a chegada do Apostolado da Oração.

Às 10h30 será realizada uma celebração eucarística, seguida de procissão que conduzirá Santo Agostinho e Santo Tomás de Vilanova, que serão glorificados na Capela do Casarão. O altar será consagrado, e a capela benzida. Logo após o almoço comunitário, haverá uma apresentação cultural.

Restauração

O projeto de restauro da Fazenda do Centro foi dividido em três etapas. Nessa primeira fase, de recuperação da Capela, o trabalho resgatou as características da construção original. Parte das paredes foi reconstruída em pau a pique, e nos telhados e alicerces, foi utilizada madeira de lei. Os investimentos foram de R$ 322 mil.

A residência e as dependências estão inseridas nas outras duas etapas do projeto. A ideia é transformar estes espaços em um centro cultural. Este projeto de ocupação está em discussão e será direcionado para o resgate histórico, observando as tradições e os valores culturais de toda a região.

O trabalho é conduzido numa parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e o Instituto Frei Manuel Simón, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que celebrou comodato com a Ordem dos Agostinianos.

História

Dentro do contexto do ciclo da mineração brasileiro, surgiu em 1845, no Vale do Rio Caxixe, em Castelo, uma das mais importantes fazendas do Espírito Santo.

Ponto de encontro, local de festas e reuniões, a Fazenda do Centro foi núcleo produtor de café. Chegou a ter aproximadamente 600 escravos que produziam café, arroz e outros gêneros agrícolas. Entrou em decadência após a abolição da escravatura.

No início do século XX, foi adquirida pela Ordem dos Agostinianos Recoletos, cujo mentor era o frei Manuel Simón. Ele dividiu o terreno em lotes, que foram distribuídos entre mais de 100 famílias de imigrantes italianos, promovendo o que foi chamada de “a primeira reforma agrária do Brasil”.

As famílias assentadas tinham 10 anos para pagar pelas terras, com carência de mais cinco anos. Enquanto não estavam produzindo, eram sustentados pelos religiosos agostinianos.

A partir de um sistema cooperativista, a fazenda se transformou em um ativo centro comercial, social e religioso. Os imigrantes começaram, assim, a reerguer a economia local. A Fazenda do Centro foi tombada em 1984 pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC).

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