
Quem passou pela Vila Betânea na manhã desta terça-feira (4) se surpreendeu com dezenas de cavaleiros passando pela Avenida Lorenzo Zandonadi. Os cerca de 40 homens, de dez cidades diferentes, fazem parte da 6ª edição da Expedição Tropeira. Eles saíram de Irupi na manhã do último domingo (2) e seguem pela Rota Imperial, até Santa Leopoldina. A previsão de chegada na cidade é sexta-feira (7) à tarde.
No grupo, as montarias são burro ou mula. Além de Venda Nova, a Expedição Tropeira já passou por Iúna, Muniz Freire e Conceição do Castelo. As próximas cidades são Domingos Martins, onde os homens devem passar a noite desta terça-feira (4) na comunidade de Cristo Rei e, finalmente, Santa Leopoldina. Durante as noites de viagem, o grupo monta acampamento e faz sua própria comida.
Todos os anos os participantes procuram uma rota histórica. Este ano, a escolhida foi a Rota Imperial. No ano que vem, a ideia é ainda mais audaciosa: os tropeiros pretendem sair de Ouro Preto, em Minas Gerais e chegar até o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória.
Sobre o caminho
A Rota Imperial da Estrada Real foi construída por ordem de D. João VI e com os recursos da Coroa Real. O principal objetivo era promover o comércio, a ocupação do território e o desenvolvimento regional.A Rota Imperial insere o Espírito Santo no âmbito da Estrada Real, reproduzindo caminhos abertos no início do séc. XIX, durante o período de exploração do território nacional em busca de ouro.
A Coroa Portuguesa proibiu a abertura de estradas na capitania do Espírito Santo em direção a Minas Gerais, com o intuito de controlar o transito de mercadorias no Brasil. Somente com o declínio da exploração aurífera e com a chegada da Família Real (1808) ao país a rota foi oficialmente aberta (1814). Concluída em 1816, definiu o intercâmbio entre as cidades de Ouro Preto (MG) e Vitória (ES), consolidando a ocupação do território nos locais por onde passava.
