Cidades

Dia do Enfermeiro: Ex-funcionárias contam experiências da profissão no Hospital Padre Máximo

 

Ao longo de sua história, o Hospital Padre Máximo reúne ex-funcionários, já aposentados, que guardam com carinho e nostalgia o período em que trabalharam na instituição. Mais do que currículo profissional, a trajetória de superação, amizade e aprendizado dentro do hospital marcaram a vida de Evanilde, Maria da Penha, Thereza e Crêuza.

 

As quatro amigas e ex-funcionárias são alguns exemplos dentre tantos outros que contribuíram com o Hospital Padre Máximo. Funcionárias que iniciaram seus trabalhos na instituição entre as décadas de 70 e 90, viram o hospital crescer e se modernizar. Ao recordar a trajetória de cada uma, conhecemos as lembranças de um período difícil pela falta de recursos, mas de intenso comprometimento profissional e aprendizado. 

 

As quatro iniciaram no cargo de atendente, onde aprenderam na prática os procedimentos e técnicas de enfermagem ensinados pelos médicos. No início dos anos 2000, os funcionários do hospital realizaram o Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área da Enfermagem- Profae, onde se formaram em auxiliares de enfermagem.

 

Evanilde Mauro

Iniciou sua trajetória no hospital em 1970, realizando funções de limpeza e lavanderia, com o tempo, diante do aumento da demanda de serviços hospitalares, Evanilde começou a atuar com serviços de enfermagem. O aprendizado foi adquirido com a prática e instruções dos poucos médicos da época.  

 

Evanilde foi uma das primeiras funcionárias da entidade e, dentre as muitas recordações lembra do primeiro parto do hospital, em que nasceram duas meninas, em um domingo à tarde. O parto foi difícil, pois os bebês não estavam na posição adequada. Mas tudo correu bem e Evanilde cuidou das crianças como se fossem dela. A veterana se aposentou há oito anos, mas continuou trabalhando até 2014.

 

A aposentada orgulha-se dos 21 anos que trabalhou no pronto-socorro. Lembra que, no início, os materiais eram escassos, mas com muita economia atendiam a todos os pacientes. Além disso, Evanilde morou em quarto do hospital em determinado período, ficando 24 horas por dia à disposição da instituição.

 

“Aqui foi o melhor lugar que eu trabalhei na minha vida. Aprendi muito. Até hoje sinto saudade. Foi um serviço maravilhoso e gratificante. Recebo muitos abraços de pessoas que ajudei. Tínhamos uma família em casa e outra aqui”, conta Evanilde.

 

Maria da Penha Pereira

Sua vida profissional começou em 1981, atuando em hospital, farmácias e consultórios médicos. A trajetória no Padre Máximo começou no final da década de 80 e foi até junho de 2014.

 

Maria da Penha conta que muitas vezes dobrava plantões. “Apesar de tudo foi uma época boa, com bastante dificuldades, mas com muitas alegrias. Tínhamos horário para entrar, e não para sair.”

 

Os médicos ensinavam muito e o relacionamento entre os funcionários era muito harmonioso. “Tudo que sei, aprendi aqui no hospital. Fiz muitas amizades e ajudávamos uma a outra. Fazíamos tudo pelo hospital com muito amor.” 

 

O que mais marcou Maria da Penha foi quando acompanhou uma cirurgia cardíaca pela primeira vez. 

 

Thereza Maria Vale

 

Thereza realizou seu último plantão no dia 31 de março deste ano. Entrou no hospital no final de 1979, com apenas 17 anos, e só se ausentou no período em que teve suas duas filhas. “Aprendemos na escola da vida. Sempre procurei ser a profissional que eu gostaria de ser atendida quando precisasse”. 

 

Naquela época, as crianças internadas não tinham direito a acompanhantes, assim as auxiliares tinham que alimentar, dar banho e realizar todos os cuidados necessários. “Os pais tinham confiança no nosso cuidado, e nós fazíamos por merecer essa confiança.” 

 

Ela recorda que, no início, as auxiliares eram responsáveis também pelos serviços que hoje são realizados pelas funerárias, após o óbitos dos pacientes. Essa era a parte mais difícil do trabalho. 

 

Thereza diz que ainda não “caiu a ficha” da aposentadoria, mas sente uma gratidão enorme pelo tempo que trabalhou no hospital. “Tirei meu sustento daqui. Só tenho agradecer, pois o Hospital Padre Máximo foi minha escola, minha segunda casa, minha outra família. Passei por momentos muitos difíceis e de muitas alegrias. Devido às dificuldades, a amizade entre os colegas era mais fortalecida.” 

 

Crêusa Firme Pereira

Chegou ao Padre Máximo no início da década de 90, trazendo consigo mais de 15 anos de experiência em enfermagem. Ela lembra que, no início, os equipamentos utilizados eram outros como o escalpe e as seringas de vidro, que eram esterilizadas depois de cada aplicação. As transferências de pacientes para Vitória foram marcantes pela dificuldade na locomoção e pela exaustão no trajeto.

 

Crêusa não se casou e nem teve filhos, por isso sua dedicação foi integral ao trabalho e à saúde dos pacientes. “O hospital era minha casa, ficava aqui dia e noite. Como sempre morei sozinha, os colegas de trabalho eram minha segunda família, as amizades eram muitos saudáveis. Os funcionários eram muito unidos.”

 

Para quem está iniciando no ramo da enfermagem, Crêusa deixa o seguinte conselho: “Trabalhem com amor. Se você escolheu essa profissão dedique-se à ela com boa vontade e carinho. O mesmo trabalho que se faz com ódio, se faz com amor, pois assim você agrada o paciente, a você, a Deus e a todos”. 

 

Segundo ela, a portaria de um hospital é o seu cartão-postal, pois se o paciente chega e se depara com um funcionário mal-educado, a impressão será de que todo o hospital é assim. “A pessoa chega ao hospital com dor, você tem que acolher de forma que a pessoa se sinta bem e satisfeita.” 

 

Com o relato dessas quatro amigas, fica evidente a trajetória de superação e amor pela profissão de cada uma delas. Hoje aposentadas, as veteranas agradecem à instituição em que trabalharam e têm a certeza de que, ao vencer cada dificuldade em seu tempo, contribuíram para o Hospital Padre Máximo chegar ao que é hoje.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Hospital Padre Máximo

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