Após quase três meses de espera, as obras para recuperação da cratera aberta na BR-262, em Venda Nova do Imigrante, nas montanhas do Espírito Santo, devem começar nesta quinta-feira (2), com a instalação do canteiro de obras no local. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) formalizou, nesta semana, a contratação da empresa LCM Construção e Comércio S.A. para executar os serviços de correção do processo erosivo entre os km 100 e 101 da rodovia. O custo dessa obra pode chegar a R$ 24 milhões.
A mobilização terá início com a implantação do canteiro de obras – estrutura necessária para a execução da obra – já nesta quinta-feira. O início dos trabalhos representa um avanço na solução de um problema que se arrasta desde março, quando as fortes chuvas abriram a cratera na BR-262.
Desde então, o trecho tem provocado transtornos aos motoristas e, em abril, foi palco de um acidente que terminou com a morte de um motociclista. Segundo o deputado federal Evair de Melo, que mora em Venda Nova do Imigrante e acompanhou as tratativas em Brasília, a rápida mobilização de maquinários e trabalhadores será possível porque a empresa contratada já presta serviços de manutenção na BR-262 para o Dnit.
Na véspera da publicação da contratação, o parlamentar esteve no Ministério dos Transportes, onde recebeu a confirmação de que o serviço seria autorizado. Já nesta quarta-feira (1º), Evair se reuniu com o superintendente regional do Dnit no Espírito Santo, Romeu Scheibe Neto, que reafirmou o compromisso de iniciar imediatamente a mobilização para a execução da obra. Com isso, parte dos trabalhadores e dos equipamentos utilizados na conservação da rodovia já estará próxima ao trecho interditado, o que facilita o início dos trabalhos.
O contrato tem vigência de até 12 meses, mas a estimativa do Dnit é que a obra seja concluída antes desse prazo. O valor total definido é de R$ 24.651.650,89, conforme extrato publicado no Diário Oficial da União.
Os trabalhos abrangem aproximadamente 300 metros de extensão e serão executados de baixo para cima, acompanhando a encosta. Nesta etapa inicial, não há previsão de interdição total da rodovia. A expectativa é que o tráfego continue funcionando no formato atual, com sinalização, redução de velocidade e operação pare e siga, 24 horas por dia.
Em uma segunda fase será implantado um novo sistema de drenagem para aumentar a capacidade de escoamento da água que desce da encosta, fluxo que, em dias de chuva intensa, já foi apontado como um dos fatores que contribuíram para a abertura da cratera. Diferentemente da etapa inicial, essa fase deverá exigir interdições totais e pontuais da rodovia.
Com informação do portal Montanhas Capixabas.