Cidades

Após protestos, Dnit promete estudar mudanças na BR-262, em São João

Fernanda Zandonadi
jornalismofmz@gmail.com

 

Depois da manifestação popular que fechou a BR-262 por cinco horas, no último domingo (18), em São João de Viçosa, Venda Nova do Imigrante, representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF)e do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) se reuniram com membros da comunidade em busca de uma solução para o grande número de acidentes que ocorre na via. A conversa aconteceu na manhã desta quarta-feira (21), no auditório do Posto Venturim.

 

Os representantes do poder público prometeram estudar meios de reduzir o número de acidentes no trecho e dar mais segurança aos moradores que precisam atravessar a via. Entre as reivindicações da população, estão quebra-molas, na altura do trevo de acesso ao Posto Venturim ou radares eletrônicos. Os moradores reclamam que, no sentido Belo Horizonte X Vitória, os motoristas correm mais, já que não há qualquer redutor eletrônico ou físico para limitar a velocidade dos veículos. 

 


Moradores formaram uma comissão para entregar as reivindicações aos representantes do poder público

 

"Em uma conversa, entendemos que o que mais surtiu efeito na redução dos acidentes no trecho foi a instalação de quebra-molas. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) exigiu a retirada deles. Eles existem em outros locais, mas não temos a resposta de porque estão lá", explicou o engenheiro do Dnit, Ulysses Gusman Junior. 

 

Os moradores formaram uma comissão para entregar as reivindicações aos representantes do poder público. Segundo uma das representantes do grupo, a advogada Elinara Fernandes Soares, os pedidos já são antigos e nunca foram atendidos, por isso culminaram no protesto. 

 

"Foi uma mobilização séria para mostrar um problema que já está há anos sem solução. Nós observamos que na Bicuíba, por exemplo, foi colocado um radar sem necessidade. E solicitamos um outro, para ser colocado no trecho mais complicado, que concentra mais pessoas", explicou, referindo-se ao ponto onde ocorreram os dois acidentes nas últimas semanas. 

 

Sobre a mudança do local do radar, o chefe da delegacia da PRF em Viana, Bubach, informou que a ideia já havia sido aventada pela instituição, mas a mudança depende de previsão contratual. "Há estudos técnicos para os locais onde são instalados radares e a mudança pode esbarrar nisso", relatou.

 

No final da reunião, ficou acordado que o Dnit dará uma resposta o mais rápido possível sobre o que pode ser feito na rodovia. Uma das possibilidades é a liberação do projeto para que a prefeitura da cidade faça o quebra-molas e a sinalização do local.  "Não interditem novamente a rodovia, que eu prometo uma resposta. Vamos procurar uma solução, observar os contratos e chegar a essa resposta", disse o representante do Dnit.

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