Cidades

Castelo: paralisações prejudicam 1.300 alunos

Faz mais de dois meses que os castelenses contam parcialmente com serviços básicos, como saúde e educação. Desde que funcionários da prefeitura começaram a trabalhar em meio expediente (a chamada “Operação Tartaruga”), essa é a realidade do município. Filas se formam nas unidades de saúde devido à lentidão dos atendimentos. Alunos das escolas municipais são liberados duas horas mais cedo. Pelo menos 1300 estudantes estão sendo prejudicados, só nos dois maiores colégios de Castelo.

Os pais estão incomodados e já se preocupam com o andamento do ano letivo. Para a lavradora Vera Lúcia Camargo, o filho de 7 anos está sendo prejudicado. E ela já prevê mais transtornos: “as férias estão chegando e já avisaram que eles vão repor aulas em Julho. Como eu trabalho na roça, vou ter que deixar a lavoura para trazer e buscar meu filho aqui na sede”, afirmou. As crianças também sentem as consequências. “A aula simplesmente é interrompida. Se passar um minuto do horário, os professores já mandam a gente embora”, conta a estudante Lara Matavelli, de 12 anos.

No maior posto de saúde da cidade, mais transtornos. Só há garantia de atendimento para os casos de urgência. A espera por consultas médicas é longa. “Vivo perdendo meu ônibus de tanto que espero. Não aguento mais isso”, disse a lavradora Teresa Monteiro.

O prefeito de Castelo, Cleone Nascimento, informou que só tem como retomar as negociações no início do segundo semestre. Ele acrescentou que, por conta das chuvas que atingiram o município no início deste ano e da crise financeira, que diminuiu a arrecadação da cidade, a prefeitura não tem como conceder reajuste salarial. Quanto aos prejuízos para o povo, o prefeito disse que os professores vão ter que repor aulas nas férias. Em frelação à saúde, se limitou a dizer que não tem como resolver o problema e que lamenta que a população sofra as consequências das medidas tomadas pelos servidores.

Servidores prometem mais paralisações e manifestações

paralisa casteloA presidente do sindicato dos servidores de Castelo, Cíntia Pupin, disse que não se conforma com a postura da prefeitura. Os trabalhadores, que já fizeram duas passeatas pelas ruas da cidade, programaram uma nova manifestação para segunda-feira, dia 1º de Junho: “Achei covarde da parte do prefeito. Não concordamos e não vamos nos calar. Até o reajuste de 6,5% oferecido antes foi retirado. Impossível aceitar isso”, alegou.

* Fonte: Gazeta Online

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