Atualizado às 16h24
Fernanda Zandonadi
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O impasse em torno do reajuste salarial dos servidores públicos municipais de Venda Nova gerou, nesta terça-feira (24), uma paralisação em algumas atividades na cidade, como ônibus escolares e coleta de lixo. Trabalhadores se reuniram na garagem onde ficam os ônibus e máquinas da cidade e, durante a tarde, fizeram um protesto em frente à prefeitura municipal.

Um dos diretores do sindicato da categoria, o Sindiservenova, Marcos Antonio Ayff, infomou que a paralisação foi acordada em assembleia e que a categoria já tem uma nova proposta para enviar ao Executivo municipal. "Ontem (segunda-feira), tivemos uma reunião no sindicato e, junto com os servidores, chegamos a uma nova proposta de reajuste de 5% retroativo a janeiro e outros 6,64% que podem ser divididos até dezembro, sem retroativo. Estamos abertos à negociação", explicou.
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Ayff disse ainda que, caso não exista um consenso entre patrões e empregados após a paralisação desta terça, uma nova assembleia será marcada e, em conjunto, os servidores decidirão se farão ou não novas paralisações.
Na rodada anterior de negociações, o sindicato pedia reposição de 11,64% na remuneração dos trabalhadores, mais aumento de R$ 90 no vale-alimentação. Na ocasião, a prefeitura apresentou a proposta de ganhos de 5% nos salários. A oferta do Executivo já foi encaminhada para a apreciação da Câmara de Vereadores da cidade.
De acordo com informações da prefeitura, a adesão não foi de 100% dos trabalhadores. "Sabemos que alguns motoristas foram impedidos de trabalhar e, portanto, os ônibus não circulavam. O recolhimento de lixo também foi afetado. Mas os demais setores funcionaram normalmente", explicou o chefe de gabinete da prefeitura, José Manoel Bolzan.
Manifestação
O protesto da tarde desta terça reuniu cerca de 80 pessoas em frente ao prédio da prefeitura. A manifestação começou às 15h e dirigentes de sindicatos de várias cidades do Estado discursaram durante o movimento. Osmar Xavier, presidente do Sindiservenova reiterou que não descarta outra paralisação caso as negociações não sejam reabertas.

Segundo o presidente da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Espírito Santo (Fespumees), já há manifestações agendadas para outras cidades que não deram reajuste aos servidores, como Aracruz, Conceição da Barra, Pedro Canário, Linhares e Ibiraçu. "E não descartamos a greve, caso as cidades não atendam à categoria", informou.
Fotos: Fernanda Zandonadi/Rádio FMZ